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Ação terrorista faz disparar o frete de cargas no Oriente Médio

Segundo a Sea-Intelligence, desvio de rotas para o Cabo da Esperança tem atrasado entregas e encarecido o frete na região

Transporte de carga no Canal de Suez foi brutalmente afetado

A ação de grupos terroristas no Oriente Médio não têm gerado somente crises humanitárias sem precedentes na região. Os constantes ataques promovidos pelos Houthi - rebeldes do Iêmen que atuam no Mar Vermelho em protesto contra as represálias sofridas pelo Hamas - já provocaram graves consequências econômicas no transporte marítimo internacional.


Conforme estudo da entidade dinamarquesa Sea-Intelligence, praticamente toda a recuperação obtida pelo setor de transporte no ano passado foi perdida em decorrência dos ataques promovidos na região. Depois da ação dos piratas, o índice de eficiência dos navios porta-contêineres caiu para 52%, se aproximando da forte baixa sofrida durante a pandemia de covid-19.


A medida que mais afetou o setor foi o desvio das rotas do Canal de Suez para o Cabo da Boa Esperança. A manobra para driblar os terroristas provocou gargalos nos principais portos da Ásia, ampliando sensivelmente os valores e prazos das entregas nos Estados Unidos e Europa.


Segundo a Sea-Intelligence, o tempo mínimo de trânsito aumentou em cerca de 40% nas rotas da Ásia para o Mediterrâneo e em 15% para o norte da Europa.


Na opinião de Tan Hua Joo, que atua como analista do mercado de contêineres, o pior ainda está por vir. “A situação deve piorar devido ao aumento das chegadas de navios fora do cronograma previsto”, alertou. 

 
 
 

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