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Apagão chega ao 4º dia e 220 mil imóveis continuam sem luz em São Paulo

Prejuízo econômico estimado já ultrapassa R$ 1,65 bilhão; Aneel cobra explicações da Enel


A região metropolitana de São Paulo ainda sofre com o apagão que já entra em seu quarto dia, afetando aproximadamente 220 mil imóveis sem fornecimento de energia elétrica, segundo o último balanço divulgado pela Enel nesta terça-feira (15). Na noite anterior, o número de residências e estabelecimentos atingidos era de 340 mil, revelando uma recuperação lenta e insuficiente. Desde a sexta-feira (11), quando rajadas de vento de até 107 km/h causaram severos danos à rede elétrica, a cidade vive uma crise energética que expõe a fragilidade dos serviços prestados pela concessionária.


A concessionária Enel, responsável pelo fornecimento de energia na Grande São Paulo, informou que o serviço já foi restabelecido para 1,8 milhão de clientes e que as equipes em campo foram reforçadas com técnicos vindos do Rio de Janeiro e do Ceará. No entanto, a resposta da empresa ao problema tem sido alvo de críticas severas, tanto por parte da população quanto das autoridades. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já anunciou que irá intimar a Enel para esclarecer as causas do apagão e dar explicações sobre o tempo excessivo para a normalização do serviço. Caso as respostas não sejam satisfatórias, o rompimento do contrato com a concessionária italiana poderá ser cogitado.


O impacto do apagão também foi sentido no trânsito da capital paulista, onde 48 semáforos permanecem inoperantes nesta terça-feira, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Equipes de campo foram mobilizadas para auxiliar na fluidez e segurança das vias, que têm enfrentado congestionamentos.


Além dos transtornos para os moradores e o caos no trânsito, o prejuízo econômico é alarmante. De acordo com a Fecomércio, o apagão já gerou perdas estimadas em R$ 1,65 bilhão para os setores de varejo e serviços. Apenas o varejo sofreu prejuízos de R$ 536 milhões, enquanto o setor de serviços amargou perdas de R$ 1,1 bilhão. A federação destaca que, em dias normais de fim de semana, o comércio paulistano fatura em média R$ 1,1 bilhão por dia, enquanto os serviços geram receitas de R$ 2,3 bilhões. O prolongado apagão tem paralisado uma parte considerável dessas atividades.


As críticas ao desempenho da Enel se intensificam à medida que mercados, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais enfrentam dificuldades para operar sem eletricidade e internet. Muitos empresários têm recorrido a soluções emergenciais, como a locação de geradores e a contratação de mão de obra extra, agravando ainda mais os prejuízos.


A situação crítica também foi tema de debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), durante o primeiro encontro no segundo turno, ocorrido na noite de segunda-feira. Ambos discutiram as responsabilidades da prefeitura, da Enel e da Aneel, sugerindo que a crise no fornecimento de energia pode ter impactos duradouros no cenário político e econômico da capital paulista.


Enquanto a população segue no escuro e os prejuízos aumentam, a solução definitiva para a crise energética parece distante, e a pressão sobre a Enel e o governo federal só tende a crescer.

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