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Augusto Cury apoia Flávio Bolsonaro no 2º turno depois de o candidato assinar carta com oito compromissos

há 8 horas
2 min de leitura

Terceiro colocado, com 3,45 milhões de votos, o escritor condicionou a adesão ao documento, que inclui o fim da reeleição; senador elogia o ex-adversário em live e diz haver “100% de concordância”



O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno da eleição presidencial, decidiu apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa de 25 de outubro. A decisão veio depois de uma videochamada com o candidato na quinta-feira (8), que durou mais de uma hora e terminou com a assinatura de uma carta de oito compromissos apresentada por Cury como condição para o apoio.


O documento prevê o fim da reeleição para presidente da República, a proteção às mulheres e a pacificação nacional, além de iniciativas em telemedicina, agricultura, produção de alimentos e cooperativismo. O texto estabelece ainda que o acordo não envolve troca de cargos nem vantagens pessoais. Vários desses pontos já constavam do plano de governo do senador, que defende a PEC do fim da reeleição, protocolada por ele no Senado, o programa Brasil por Elas, voltado às mulheres, e a ampliação da telessaúde.


Na live semanal que fez no YouTube na quinta-feira à noite, Flávio Bolsonaro descreveu o contato como uma agradável surpresa, já que, segundo disse, nunca havia conversado antes com Augusto Cury, e destacou que o escritor lhe deixou ótima impressão. O senador afirmou que as ideias dos dois são muito próximas e explicou como o entendimento foi fechado: Cury enviou o termo de compromisso público com o Brasil, ele concordou integralmente com o conteúdo e assinou.


O apoio põe fim a um período de silêncio. Depois do primeiro turno, em 4 de outubro, Augusto Cury evitou declarar voto em qualquer dos dois finalistas e disse que ninguém estava autorizado a falar em seu nome sobre uma eventual adesão. Ele recebeu 3.448.569 votos, o equivalente a 2,89% dos votos válidos, contingente maior do que a diferença de cerca de 2,2 milhões de votos que separou Flávio Bolsonaro de Lula nas urnas, o que torna o eleitorado do escritor um dos mais disputados nesta reta final.


Os números disponíveis, porém, pedem cautela. Em setembro, a pesquisa Palver apontava que 42% dos eleitores de Cury votariam em Flávio no segundo turno, contra 22% que optariam por Lula, vantagem relevante para o senador. Já o Real Time Big Data, nesta semana, mostrou que 52% dos eleitores de Cury têm posição quase definida, mas admitem mudar, e que 26% estão indecisos em algum grau, o que indica que o apoio do candidato não se converte automaticamente em votos. Ainda assim, o gesto fortalece a campanha do PL num momento em que as pesquisas mostram o senador à frente, com 53% dos votos válidos contra 47% de Lula no PoderData.



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