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Banco Central decreta liquidação do Will Bank

Decisão cita insolvência, deterioração financeira e vínculo direto de controle com o Banco Master, já liquidado em 2025



O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, também conhecido como Will Financeira, banco digital controlado pelo grupo do empresário Daniel Vorcaro. Em comunicado ao mercado, a autarquia justificou a medida pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, pela constatação de insolvência e pelo vínculo direto de controle com o Banco Master S.A., que já havia sido liquidado em novembro de 2025.


Com cerca de 5 milhões de clientes, o Will Bank havia sido preservado inicialmente quando o Banco Central interveio no Master, permanecendo sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet). O mecanismo permitia a continuidade das operações enquanto se buscava uma solução de mercado, incluindo uma possível venda da fintech, o que acabou não se concretizando.


A decisão do Banco Central também determinou a indisponibilidade de bens dos controladores da instituição e nomeou Eduardo Bianchini, o mesmo liquidante responsável pelo encerramento do Banco Master, para conduzir o processo de liquidação do Will Bank. Segundo a autarquia, a medida decorre não apenas da deterioração financeira do banco digital, mas da relação estrutural de controle exercida pelo Banco Master, o que reforçou o risco sistêmico do grupo.


Nos últimos dias, a situação operacional do Will Bank se agravou. A Mastercard suspendeu a parceria que permitia a realização de transações com cartões, após identificar problemas na liquidação das operações. Em nota, a empresa afirmou que vinha monitorando o cumprimento das regras da rede e que, diante de mudanças no atendimento às obrigações regulatórias e de seus próprios requisitos, decidiu interromper o uso dos cartões do banco em sua plataforma.


O Will Bank chegou a despertar interesse do fundo soberano Mubadala, da Arábia Saudita, mas as negociações não avançaram. A expectativa do regulador era que uma eventual venda do banco digital ajudasse a reduzir o passivo do Banco Master e, consequentemente, as perdas do Fundo Garantidor de Crédito. Com o fracasso das tratativas, essa alternativa foi descartada.

Segundo dados do Banco Central, o Will Bank possuía aproximadamente R$ 7,5 bilhões em depósitos, o que deve elevar para cerca de R$ 50 bilhões o volume de recursos do Fundo Garantidor de Crédito necessário para cobrir o rombo associado ao caso Master. O FGC já iniciou o pagamento dos credores, limitado ao teto de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, conforme as regras vigentes.


Adquirido pelo Banco Master no início de 2024, o Will Bank tinha à época cerca de 6 milhões de clientes e havia registrado faturamento de R$ 2,8 bilhões no ano anterior. No primeiro semestre de 2025, a instituição apresentava R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido em torno de R$ 300 milhões. Apesar de dados mais recentes indicarem lucro líquido de R$ 408,3 milhões no terceiro trimestre de 2025, o Banco Central avaliou que o histórico de deterioração patrimonial e o vínculo com o Banco Master tornaram inviável a continuidade da operação.


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