Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos após ligação com fraudes do Banco Master
- Núcleo de Notícias

- 15 de jan.
- 3 min de leitura
Decisão ocorre após avanço da Operação Compliance Zero e expõe esquema financeiro envolvendo fundo que multiplicou patrimônio de forma atípica

O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., em mais um desdobramento das investigações que atingem o sistema financeiro nacional. A medida foi anunciada após a constatação de graves irregularidades na atuação da instituição, segundo informou a própria autarquia monetária em nota oficial.
De acordo com o Banco Central, a liquidação foi motivada por violações severas às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. O órgão destacou que continuará adotando todas as providências legais para apurar responsabilidades, ressaltando que o resultado das investigações pode levar à aplicação de sanções administrativas e ao encaminhamento de informações às autoridades competentes, conforme previsto na legislação.
A decisão ocorre um dia após o fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, ter sido alvo de mandados de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida para investigar fraudes envolvendo o Banco Master. A apuração aponta conexões diretas entre operações financeiras atípicas e a estrutura utilizada pela Reag para movimentação de recursos.
Um dos casos mais emblemáticos envolve o Fundo Brain Cash, administrado pela Reag, que recebeu R$ 450 milhões em uma operação com o Banco Master. O fundo tinha apenas 20 dias de existência quando recebeu os recursos, provenientes de um empréstimo da instituição controlada por Daniel Vorcaro. Em um intervalo de apenas 20 dias, o patrimônio do fundo teria sido multiplicado em cerca de 30 mil vezes, em uma operação considerada absolutamente fora dos padrões do mercado.
O fundo possuía apenas um único cotista, uma empresa comandada por uma ex-funcionária da própria Reag, e a movimentação com recursos do Banco Master foi a única operação registrada em seu balanço naquele período, o que reforçou as suspeitas das autoridades reguladoras e investigativas.
Na nota divulgada, o Banco Central também informou que, nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição, medida que visa preservar ativos para eventual ressarcimento e impedir a dilapidação patrimonial durante o curso das apurações.
Além das investigações atuais, a Reag já havia sido alvo, no ano passado, da Operação Carbono Oculto, que apura conexões entre o Primeiro Comando da Capital (PCC), o setor de combustíveis e o mercado financeiro, ampliando o histórico de suspeitas envolvendo a empresa fundada por João Carlos Mansur.
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Carlos Dias.
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