Boletim Focus projeta aumento da inflação e prevê Selic em 14% para 2026
- Núcleo de Notícias

- 22 de jun.
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Mercado volta a elevar expectativas para a Selic e para o IPCA, enquanto crescimento econômico segue limitado e sem sinais de aceleração consistente

O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)
INFLAÇÃO
A inflação segue como um dos principais fatores de preocupação para o mercado. Para 2026, a projeção do IPCA avançou de 5,30% para 5,33%, acumulando a 15ª semana consecutiva de alta nas estimativas. O movimento reforça a percepção de que as pressões inflacionárias permanecem persistentes.
Para 2027, a expectativa subiu de 4,10% para 4,15%, mantendo a trajetória de deterioração. Em 2028, a projeção passou de 3,68% para 3,70%, registrando a segunda alta consecutiva. Já para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%, estável pela 42ª semana seguida.
No caso do IGP-M, houve uma leve correção para baixo em 2026, com a projeção recuando de 6,22% para 6,15%. Ainda assim, o indicador permanece em nível elevado. Para 2027, a estimativa avançou de 4,04% para 4,08%. Em 2028, a projeção ficou estável em 3,82% pela sexta semana consecutiva, enquanto para 2029 permaneceu em 3,77%.
Os preços administrados continuam pressionados. Para 2026, a projeção permaneceu em 5,00%. Em 2027, a estimativa avançou de 3,81% para 3,85%. Para 2028, houve leve recuo de 3,60% para 3,50%. Já para 2029, a expectativa segue em 3,50%, acumulando 49 semanas consecutivas de estabilidade.
PIB
Apesar de pequenas revisões para cima, as projeções de crescimento continuam apontando para uma economia com dificuldades para ganhar dinamismo.
Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB subiu para 1,98%, registrando a quinta alta consecutiva. Ainda assim, o percentual permanece modesto diante das necessidades da economia brasileira.
Para 2027, a projeção foi mantida em apenas 1,70%, sem alterações há quatro semanas. Já para 2028, o crescimento esperado permanece em 2,00%, estabilidade mantida há mais de 100 semanas. Em 2029, a estimativa também segue em 2,00%, sem mudanças há 66 semanas consecutivas.
CÂMBIO
As projeções para o dólar continuam indicando uma moeda brasileira fragilizada no médio e longo prazo.
Para 2026, a estimativa permaneceu em R$ 5,20 por dólar. Em 2027, houve alta de R$ 5,25 para R$ 5,27, interrompendo a sequência anterior de estabilidade.
Para 2028, a projeção segue em R$ 5,30 há quatro semanas consecutivas. Já para 2029, a expectativa permaneceu em R$ 5,40, estável pela primeira semana após a revisão anterior.
SELIC
O cenário mais preocupante do relatório continua sendo a trajetória dos juros. O mercado voltou a elevar a projeção para a taxa Selic em 2026, reforçando a expectativa de crédito caro e atividade econômica pressionada por mais tempo.
Para 2026, a estimativa avançou de 13,75% para 14,00% ao ano, marcando a terceira semana consecutiva de revisão para cima. Para 2027, a projeção foi mantida em 12,00%.
Em 2028, a expectativa permanece em 10,25%, enquanto para 2029 a projeção segue em 10,00% ao ano, estável há sete semanas consecutivas.




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