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Brasil cai para 65º no ranking mundial de competitividade do IMD, pior posição recente, com piora em todos os pilares

País ocupa posição acima apenas de Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela



O Brasil caiu da 58ª para a 65ª posição no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral, registrando o pior desempenho no período recente e ficando acima apenas de Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela entre as 70 economias avaliadas. O resultado representa um recuo de sete posições em relação a 2025 e consolida uma trajetória de perda de competitividade que as políticas do governo Lula não apenas deixaram de reverter como aprofundaram.


O Brasil recuou em todos os quatro pilares do estudo. O desempenho econômico passou da 30ª para a 36ª posição; a eficiência governamental, já no fundo do ranking em 68º lugar em 2025, escorregou mais um degrau para 69º; a eficiência empresarial despencou da 56ª para a 67ª colocação, numa queda de 11 posições em um único ano; e a infraestrutura recuou da 58ª para a 61ª posição.


As quedas por subfator revelam exatamente onde o ambiente de negócios brasileiro se deteriorou de forma mais intensa sob a atual gestão. Práticas de gestão caíram 11 posições, economia local recuou 10, preços caíram 10, produtividade e eficiência cederam 9, política tributária piorou 8 posições e mercado de trabalho recuou 4. O estudo da Fiemg publicado esta semana documenta que as normas do governo Lula entre 2023 e 2025 adicionaram R$ 146,9 bilhões ao custo Brasil, concentrados justamente no ambiente jurídico-regulatório, nos custos para empregar capital humano e na carga tributária, exatamente os fatores que o ranking do IMD identifica como os que mais pioraram.


Nos fatores em que o Brasil ocupa a última posição entre todas as 70 economias avaliadas, o diagnóstico é devastador: custo de capital em 70º, dívida corporativa em 70º, educação primária e secundária em 70º, força de trabalho produtiva em 70º, habilidades linguísticas em 70º e habilidades financeiras em 70º. Em seis categorias distintas, a maior economia da América Latina ficou atrás de todas as outras 69 economias do mundo, incluindo Venezuela, Nigéria e Namíbia. Com a Selic em 14,25% ao ano mesmo após o corte desta semana e o Tesouro IPCA+ 2032 renovando máxima histórica a IPCA+8,51%, o custo de capital no Brasil é estruturalmente o maior obstáculo ao investimento privado há décadas, e não há sinal de que a trajetória de queda da dívida pública necessária para reverter esse quadro esteja no horizonte das políticas do atual governo.


No topo do ranking aparecem Singapura, Hong Kong e Suíça, economias que combinam Estado eficiente, baixa carga regulatória, sistema educacional de qualidade e custo de capital competitivo, o oposto em quase todos os aspectos do modelo brasileiro.



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