Brasil estaciona entre os piores do mundo em ranking global de corrupção
- Núcleo de Notícias

- há 10 horas
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País repete uma das piores notas da série histórica e segue abaixo da média mundial, aponta Transparência Internacional

O Brasil manteve em 2025 um quadro de estagnação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado pela Organização Transparência Internacional. O país registrou 35 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100 — quanto menor a nota, maior a percepção de corrupção — e permaneceu na 107ª colocação entre 182 países e territórios avaliados.
A pontuação representa uma melhora de apenas um ponto em relação a 2024, variação considerada estatisticamente irrelevante pelos responsáveis pelo índice. Trata-se da segunda pior nota da série histórica iniciada em 2012, superada apenas pelo desempenho registrado no ano anterior.
O IPC é construído a partir de até 13 indicadores independentes, que captam a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre práticas de corrupção no setor público e a eficácia dos mecanismos de prevenção. No caso do Brasil, foram considerados oito indicadores, o mesmo número utilizado na edição anterior.
Para a Transparência Internacional, o resultado confirma que o país permanece, há cerca de uma década, abaixo da média global e também da média das Américas, ambas em 42 pontos. O desempenho reforça a avaliação de que não houve avanços estruturais consistentes no enfrentamento da corrupção.
O diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil avalia que a estagnação ocorre apesar de episódios que chamaram a atenção internacional, como a atuação do Supremo Tribunal Federal na responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, esses movimentos convivem com casos de corrupção de grande escala, impunidade persistente e condutas que afetam a credibilidade das instituições.
O diretor aponta responsabilidade compartilhada entre os Três Poderes. No Executivo, reconhece avanços pontuais no uso de inteligência financeira contra a lavagem de dinheiro, mas critica a fragilização de agências reguladoras, a gestão de estatais e a manutenção de um sistema de barganha política centrado nas emendas parlamentares. No Legislativo, destaca iniciativas que, segundo ele, enfraquecem o combate à corrupção, como mudanças na Lei da Ficha Limpa. Já em relação ao Judiciário, afirma que persiste um quadro de impunidade em casos de grande repercussão.
No ranking global de 2025, os melhores desempenhos foram registrados por Dinamarca, Finlândia e Cingapura. Na outra ponta, Somália, Sudão do Sul e Venezuela figuraram entre os países com piores avaliações. O Brasil aparece próximo de nações como Sri Lanka, Ucrânia e Indonésia, e foi superado por países recém-incluídos no levantamento, como Brunei e Belize.
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