BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro dispara e chega a empate técnico com Lula tanto no 1º quanto no 2º turno
- Núcleo de Notícias

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Senador salta de 33% para 37% em uma semana e reduz vantagem de Lula de 9 para 4 pontos no primeiro turno; no cenário de segundo turno, distância cai para apenas 1 ponto

A pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) confirma a trajetória de crescimento acelerado de Flávio Bolsonaro e a perda de fôlego de Lula na corrida presidencial de 2026. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto contra 37% de Flávio, uma diferença de apenas 4 pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais da pesquisa. É o primeiro levantamento divulgado após a oficialização das candidaturas nas convenções partidárias.

O movimento da semana pertence inteiramente a Flávio. Enquanto Lula recuou de 42% para 41%, o senador saltou de 33% para 37%, um avanço de 4 pontos percentuais em apenas uma semana, a maior variação positiva registrada por qualquer candidato na série histórica do instituto desde abril. A vantagem de Lula, que era de 9 pontos na pesquisa anterior de 27 de julho, foi reduzida a menos da metade, chegando à menor distância entre os dois candidatos desde o início da série. O crescimento coincide exatamente com a semana em que o PL oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro na Arena Pacaembu, com discursos de Javier Milei e forte mobilização nacional, sugerindo que a convenção teve efeito imediato e mensurável nas intenções de voto.
No cenário de segundo turno, o quadro é ainda mais favorável ao senador. Lula aparece com 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de apenas 1 ponto percentual, a menor já registrada pelo instituto no confronto direto entre os dois. O petista recuou 1 ponto em relação aos 47% da pesquisa anterior, enquanto Flávio avançou 1 ponto dos 44% registrados em 27 de julho. Com margem de erro de 2 pontos, o resultado é estatisticamente um empate técnico.
A avaliação do governo Lula reforça o quadro de desgaste. A aprovação da gestão ficou em 47%, contra desaprovação de 48%, também configurando empate técnico dentro da margem de erro. Na avaliação qualitativa, apenas 37% classificam o governo como "ótimo ou bom", enquanto 43% o consideram "ruim ou péssimo" e 18% avaliam como "regular" — um saldo negativo que ajuda a explicar por que o petista, mesmo tecnicamente à frente na corrida eleitoral, não consegue converter a liderança numérica em vantagem estatisticamente segura.
A pesquisa também trouxe simulações contra outros nomes: Lula venceria Ronaldo Caiado por 46% a 42%, resultado praticamente estável em relação à pesquisa anterior, e bateria Renan Santos por 47% a 37%. Nenhum desses cenários, porém, se compara à dinâmica registrada contra Flávio Bolsonaro, que é hoje o único adversário capaz de colocar a reeleição de Lula em risco real, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 31 de julho e 2 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, e está registrado no TSE sob o número BR-02874/2026.




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