China responde à ameaça tarifária de Trump ao BRICS
- Núcleo de Notícias

- 3 de dez. de 2024
- 1 min de leitura
Pequim reforça compromisso com cooperação econômica e critica postura confrontacional do presidente eleito dos EUA

O governo chinês reafirmou sua intenção de aprofundar a colaboração com os países do bloco BRICS, apesar das recentes ameaças do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Na última terça-feira (3), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, destacou que a aliança busca prosperidade econômica e não se baseia em confrontos ou rivalidade com terceiros.
Trump havia declarado que aplicaria tarifas de 100% sobre produtos dos países do BRICS caso o grupo adotasse uma nova moeda comum ou apoiasse alternativas para substituir o dólar.
– A China está pronta para trabalhar com os parceiros do BRICS para aprofundar a cooperação prática em diversos setores e contribuir para o crescimento sustentado da economia global – afirmou Lin Jian.
O BRICS, originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foi ampliado em janeiro deste ano para incluir Egito, Irã, Etiópia e Emirados Árabes Unidos, com cerca de 30 outros países demonstrando interesse em integrar o grupo.
Embora Donald Trump tenha reiterado sua intenção de usar tarifas como ferramenta para impedir a substituição do dólar, os países do BRICS negam planos de uma moeda comum imediata. Vladimir Putin já expressou apoio a um sistema de comércio em moedas locais, mas afirmaram que a integração econômica precisa de mais tempo para evoluir.
Em resposta, Lin Jian disse que "o BRICS não tem como objetivo enfraquecer nenhuma nação ou moeda específica", mas sim "criar alternativas que promovam maior independência econômica frente a sistemas dominados pelo Ocidente".



Comentários