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Comando Vermelho treina traficantes com drones de carga de R$ 200 mil capazes de transportar 20 fuzis entre favelas do Rio

Capacidade operacional do crime organizado avança enquanto estado brasileiro recua



A Polícia Militar do Rio de Janeiro flagrou imagens de um drone de cerca de três metros de comprimento sendo operado por traficantes do Comando Vermelho no Complexo do Alemão, Zona Norte da cidade. Não era um drone comum: tratava-se de aeronave do tipo agrícola, com capacidade de carga de até 80 quilogramas, autonomia de 12 quilômetros e custo estimado em mais de R$ 200 mil, suficiente para transportar o equivalente a 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas controladas pela facção sem qualquer risco de interceptação policial.


O que separa esse episódio dos tantos outros que documentam o armamento progressivo do crime organizado brasileiro é o nível de sofisticação do treinamento. Segundo a Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Rio, os traficantes estão sendo instruídos por um brasileiro que passou pelo menos um ano combatendo na Ucrânia contra a Rússia e voltou ao país com conhecimento técnico em drones militares e táticas de combate.


O que a polícia está descrevendo é a militarização progressiva de organizações criminosas que já controlam territórios maiores que muitos municípios brasileiros. O Complexo do Alemão, de onde partiria o treinamento, é ponto de partida estratégico para uma rede aérea de transporte de armas que alcançaria Cidade de Deus, Jacarezinho, Complexo do Lins e Complexo do Chapadão.


Nenhum análise séria do ambiente de negócios brasileiro pode ignorar o que essa realidade representa. Empresas não investem onde o Estado não chega. Indústrias não se instalam onde a logística é refém de facções armadas. Turismo não se desenvolve onde o controle territorial pertence ao crime. O custo do crime organizado sobre a economia brasileira vai muito além das cifras diretas do tráfico: ele está embutido nos prêmios de seguro, nas decisões de onde não abrir uma loja, nos profissionais que recusam transferências para o Rio, nas mercadorias extraviadas, nos motoristas que pagam pedágio ao crime organizado.


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em 2023 desfez estruturas de segurança pública construídas pela gestão anterior e que tem causado recorde de recuperações judiciais, endividamento das famílias no maior nível histórico e inflação pressionada pelo gastos desenfreados e pela guerra no Oriente Médio, depara-se agora a perspectiva de que o crime organizado esteja adquirindo capacidade aérea autônoma de transporte de armamento pesado.



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