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Confiança da indústria cai pela 3ªvez seguida em setembro e atinge menor nível desde novembro de 2025

há 18 horas
2 min de leitura

Produção prevista despenca a 83,1 pontos, o pior patamar desde junho de 2020



A confiança da indústria brasileira recuou pelo terceiro mês consecutivo em setembro, atingindo o menor nível desde novembro de 2025, segundo o Índice de Confiança da Indústria calculado pela FGV/Ibre. O indicador caiu 2,4 pontos, para 91,3 pontos, enquanto em médias móveis trimestrais a queda foi de 2,9 pontos, para 94,1 pontos.


O recuo foi disseminado: em setembro, 16 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram perda de confiança, resultado que reflete tanto a piora nas avaliações sobre o momento presente quanto nas expectativas para os próximos meses. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada, que mede o percentual da estrutura produtiva efetivamente em uso pelas fábricas, avançou 0,3 ponto percentual, para 83,2%.


O Índice de Situação Atual recuou 1,3 ponto, para 93,6 pontos, o menor patamar desde dezembro de 2025. Dentro dele, o indicador de demanda total caiu 1,3 ponto, para 95,8 pontos, o pior resultado desde novembro do ano passado, quando havia marcado 93,6 pontos. Já o indicador de estoques subiu 0,7 ponto, para 108,2 pontos, o pior nível desde dezembro de 2025 — vale explicar que, quando esse indicador fica acima de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques acima do desejável, situação que tende a levar as empresas a reduzir a produção futura para escoar o excesso acumulado.


O Índice de Expectativas, que mede a visão dos empresários sobre os próximos meses, foi ainda mais afetado: caiu 3,4 pontos, para 89,2 pontos, o menor nível desde novembro de 2025. O destaque negativo foi o indicador de produção prevista, que despencou 7,1 pontos, para 83,1 pontos, o pior patamar desde junho de 2020, quando o país sentia os efeitos mais agudos da pandemia de Covid-19. O indicador de tendência dos negócios também recuou, 2,6 pontos, para 88 pontos, menor nível desde outubro de 2025, e as expectativas de emprego tiveram leve queda de 0,3 ponto, para 97 pontos.


O resultado se soma a outros indicadores que já vinham sinalizando enfraquecimento da atividade industrial ao longo do segundo semestre, como o PMI industrial em contração acentuada e o ICEI da CNI, que acumula 21 meses consecutivos abaixo da linha de 50 pontos, além da revisão para baixo do crescimento do PIB em 2026 promovida pelo Banco Central na semana anterior — um conjunto de sinais que reforça o diagnóstico de que a indústria brasileira segue pressionada por juros elevados, demanda enfraquecida e incerteza econômica crescente às vésperas das eleições de outubro.



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