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CPMI do INSS não aprova convocação de Lulinha

Base governista impede avanço de requerimentos que poderiam aprofundar apurações sobre possíveis vínculos entre esquema de fraudes e o entorno do presidente da República



A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a demonstrar resistência em avançar sobre pontos sensíveis das investigações ao não aprovar, nesta quinta-feira (5), requerimentos apresentados pela oposição para convocação de testemunhas estratégicas e adoção de medidas mais incisivas. A decisão, articulada nos bastidores, empurrou os temas mais delicados para depois do Carnaval, prolongando a estagnação dos trabalhos em um caso de grande repercussão pública.


Entre os pedidos barrados estava a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontado em depoimento à Polícia Federal como possível beneficiário de repasses mensais de R$ 300 mil. A informação consta no relato de Edson Claro, ex-funcionário do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado “Careca do INSS”, figura central nas investigações. Segundo o depoimento, os pagamentos teriam como finalidade facilitar o acesso da empresa Cannabis World, ligada a Antunes, a órgãos do governo federal.


Além da convocação de Lulinha, a oposição tentou aprovar a quebra de sigilo de pessoas citadas nas apurações, entre elas Danielle Fonteles, publicitária com atuação em campanhas do Partido dos Trabalhadores, e Roberta Luchsinger, apontada como lobista próxima ao filho do presidente. Relatórios indicam que Fonteles recebeu R$ 200 mil de uma consultoria suspeita de operar como empresa de fachada, a Spyder, que estaria conectada ao empresário investigado no esquema.


As revelações fazem parte do conjunto de informações reunidas na Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em abril de 2025, que expôs irregularidades em operações envolvendo crédito consignado para aposentados e pensionistas. A operação resultou na saída do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, mas, até agora, não avançou sobre possíveis conexões políticas de alto nível.


A condução da CPMI reforça a percepção de que há um esforço deliberado para conter danos ao entorno do Palácio do Planalto. Ao adiar decisões e evitar medidas de investigação mais profundas, a comissão contribui para o esvaziamento de seu próprio papel fiscalizador, transmitindo à sociedade a mensagem de que, quando as suspeitas se aproximam do núcleo do poder, o rigor institucional dá lugar à conveniência política.


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