Donald Trump anuncia início da "limpeza" do Estreito de Ormuz
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Presidente americano faz balanço da destruição militar iraniana enquanto Vance negocia em Islamabad

O presidente Donald Trump anunciou neste sábado que os Estados Unidos iniciaram o processo de limpeza do Estreito de Ormuz, descrevendo a operação como "um favor a países do mundo inteiro, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros." A declaração foi publicada no Truth Social enquanto as negociações entre americanos e iranianos avançam em Islamabad sob liderança do vice-presidente J.D. Vance.
"Incrivelmente, eles não têm a coragem ou a vontade de fazer esse trabalho por si mesmos. Muito interessantemente, no entanto, navios vazios de muitas nações estão todos se dirigindo aos Estados Unidos da América para SE ABASTECER com petróleo", escreveu o presidente Donald Trump, numa provocação direta aos aliados que se beneficiam do esforço americano no Estreito sem ter contribuído militarmente para o conflito que o bloqueou.
Em seguida, o presidente fez o que chamou de balanço da campanha contra o Irã, reagindo a coberturas da imprensa que, segundo ele, afirmam que o Irã está "vencendo." "Sua Marinha acabou, sua Força Aérea acabou, seu aparato antiaéreo é inexistente, o radar está morto, suas fábricas de mísseis e drones foram em grande parte obliteradas junto com os próprios mísseis e drones e, mais importante, seus antigos 'líderes' não estão mais conosco", escreveu o presidente Donald Trump. Ele acrescentou ainda que todos os 28 barcos iranianos de lançamento de minas "estão no fundo do mar", removendo um dos principais obstáculos à reabertura segura da rota.
Numa segunda postagem, o presidente foi ainda mais direto sobre o estado final da campanha: "Os Estados Unidos destruíram completamente as forças militares do Irã, incluindo toda a sua Marinha e Força Aérea, e tudo o mais. Sua liderança está MORTA! O Estreito de Ormuz logo estará aberto, e os navios vazios estão correndo para os Estados Unidos para 'se abastecer'."
O tom triunfante das postagens de Donald Trump neste sábado cumpre uma função dupla. No plano doméstico, reforça o posicionamento de vitória esmagadora que a administração vem construindo desde o cessar-fogo. No plano diplomático, mantém a pressão máxima sobre a delegação iraniana em Islamabad: enquanto o vice-presidente Vance negocia, o presidente Trump lembra publicamente que o Irã perdeu tudo que tinha de relevante militarmente e que o Estreito será aberto com ou sem acordo. A mensagem implícita para Teerã é clara: as concessões devem vir agora, enquanto ainda há algo a negociar, não depois.
A confirmação de que navios estão se dirigindo aos Estados Unidos para se abastecer de petróleo é um dado estratégico relevante que passa despercebido no tom inflamado das postagens. Representa a materialização de uma das apostas centrais da política energética do presidente Donald Trump: com o Oriente Médio em crise, os Estados Unidos, que produziram petróleo em volumes recordes graças à agenda "drill, baby, drill", tornam-se o fornecedor preferencial para países que precisam substituir o óleo iraniano e do Golfo. A crise que fechou o Estreito acabou, paradoxalmente, acelerando o reposicionamento americano como potência energética global.




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