Dívida pública alcança R$ 10 trilhões em 2025 e reforça deterioração fiscal sob o governo Lula
- Núcleo de Notícias

- 31 de jan.
- 2 min de leitura
Endividamento do governo geral mantém trajetória de alta, pressionado pelo custo dos juros

A dívida bruta do governo geral encerrou 2025 em patamar extremamente elevado, alcançando 78,7% do Produto Interno Bruto, o equivalente a aproximadamente R$ 10 trilhões. Os dados, divulgados pelo Banco Central, confirmam a continuidade do processo de deterioração fiscal observado desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, período no qual o endividamento avançou de forma significativa em relação ao tamanho da economia.
O resultado representa um aumento relevante em comparação ao fim de 2024, quando a dívida correspondia a pouco mais de 76% do PIB. Em termos acumulados desde o início do atual governo, a elevação supera sete pontos percentuais, refletindo uma expansão expressiva do passivo público em valores nominais, próxima de R$ 2,8 trilhões.
Segundo o Banco Central, o principal fator de pressão sobre o indicador em 2025 foi o custo dos juros nominais da dívida, que respondeu pela maior parte do crescimento do endividamento ao longo do ano. O impacto foi apenas parcialmente compensado pelo avanço do PIB nominal e por ajustes relacionados ao câmbio e à dívida externa, insuficientes para reverter a tendência de alta.
O quadro fiscal se torna ainda mais sensível quando observado o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui União, estados, municípios e estatais. Em 2025, o déficit nominal ultrapassou R$ 1 trilhão, superando 8% do PIB, impulsionado principalmente pelo aumento das despesas financeiras. Os gastos com juros da dívida se mantiveram elevados e cresceram em relação ao ano anterior, ampliando a pressão sobre as contas públicas.
A trajetória da dívida é acompanhada de perto por investidores e agentes econômicos por funcionar como um termômetro da solvência do país. Níveis mais altos de endividamento tendem a elevar a percepção de risco fiscal, pressionar as taxas de juros e restringir o crédito, com efeitos diretos sobre o crescimento econômico e investimentos.
As projeções oficiais indicam que o movimento de alta deve continuar nos próximos anos, com a dívida pública podendo ultrapassar 83% do PIB até o fim de 2026. Em critérios mais amplos, utilizados por organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional, o grau de endividamento brasileiro já se aproxima de patamares próximos a 95% do PIB, evidenciando a absoluta insustentabilidade da política fiscal conduzida pelo governo Lula.
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Carlos Dias.



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