Dívida pública interna sobe 0,8% e testa limites fiscais
- Núcleo de Notícias

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O Tesouro Nacional informou, em balanço semanal de 27 de março de 2026, avanço de 0,8% na dívida pública interna, atingindo R$ 8,92 trilhões. Títulos pós-fixados responderam por 60% da emissão, refletindo busca por remuneração atrelada à Selic em 14,75% ao ano, conforme comunicado do Copom de 18 de março.
O estoque reflete apropriação de R$ 71 bilhões em juros acumulados, com parcela de renda variável em 13,5%. Dados do Tesouro mostram relação dívida/PIB em 78%, acima do limite prudente de 75% defendido pelo Rumo News, pressionada por déficits primários persistentes de R$ 30 bilhões mensais.
Incentivos fiscais explicam o fenômeno: emissores privados captam barato no exterior, enquanto o governo oferece yields elevados para rolar vencimentos. Os riscos incluem crowding out de investimentos produtivos, com juros consumindo 18% da arrecadação. Efeitos de segunda ordem atingem o câmbio, com dólar em R$ 5,35, encarecendo importações.
Responsabilidade exige corte de gastos discricionários e privatizações para liberar recursos. Sem autonomia plena do Banco Central, a rolagem perpetua o ciclo. O fechamento provoca reflexão: com a dívida acima de 75% do PIB, o espaço para manobras diminui. Qual o custo real para o crescimento?




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