EUA derruba quatro drones iranianos no Estreito de Ormuz e intercepta seis de sete mísseis balísticos em nova escalada
- Núcleo de Notícias

- 6 de jun.
- 2 min de leitura
Forças americanas atacam radares costeiros de vigilância iranianos após abate dos drones
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou na sexta-feira que forças americanas derrubaram quatro drones de ataque unidirecional iranianos lançados em direção ao Estreito de Ormuz, classificando-os como "ameaça imediata" ao tráfego marítimo regional. Em resposta, as forças americanas atacaram posições de radar de vigilância costeira iranianos em Goruk e na Ilha Qeshm "para se defender contra novos ataques", segundo comunicado do CENTCOM publicado na rede X.
O CENTCOM também informou ter interceptado seis dos sete mísseis balísticos iranianos disparados na mesma sequência, com o sétimo falhando antes de atingir seu alvo. "As forças americanas permanecem vigilantes e posicionadas para responder à agressão injustificada do Irã em legítima defesa", disse o comando. O comunicado também refutou alegações iranianas de que o Irã teria danificado a sede da 5ª Frota dos Estados Unidos no Bahrein, classificando a afirmação como "falsa."
A sequência de ataques de sexta-feira representa mais uma escalada numa semana que já havia registrado mísseis iranianos contra o Kuwait, ataques de drones contra os Emirados Árabes Unidos e confrontos navais no Estreito de Ormuz. O padrão iraniano de continuar atacando enquanto negocia diplomaticamente é o mesmo que o secretário de Estado Marco Rubio havia descrito como reflexo de um regime "muito fraturado e disfuncional", com a Guarda Revolucionária agindo independentemente do que o ministério das Relações Exteriores discute nos canais diplomáticos. Com o Ibovespa fechando abaixo de 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro e o petróleo de volta para perto de US$ 100, a escalada de sexta-feira chega no pior momento possível para os mercados que aguardavam sinais de distensão.




Comentários