EUA e Irã acordam cessar-fogo após fim de semana de escalada
- Núcleo de Notícias

- 29 de jun.
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Casa Branca confirma que "ambos os lados recuarão por ora e navios podem se mover livremente"; Irã atacou Kuwait e Bahrein no domingo antes do acordo de pausa

Washington e Teerã concordaram em interromper os ataques militares na região, confirmou a Casa Branca. "As conversas técnicas estão programadas para continuar em todas as áreas do memorando. Ambos os lados recuarão por ora e as embarcações podem se mover livremente", disse a Casa Branca em comunicado. As delegações dos dois países estão agora programadas para se reunir em 30 de junho em Doha, no Qatar.
A pausa chega após um fim de semana de escalada intensa. O CENTCOM realizou ataques adicionais contra múltiplos alvos iranianos em resposta ao ataque da IRGC ao tanque panamenho MT Kiku. No domingo, antes do acordo de pausa, o Irã lançou ataques contra Kuwait e Bahrein, gerando condenações imediatas dos dois vizinhos árabes. O Kuwait e o Bahrein já haviam sido alvo de ataques iranianos anteriores ao longo do conflito e integram o grupo de países que apoiaram o memorando de entendimento assinado no domingo passado.
Sob os termos do memorando em vigor, o Irã deveria garantir passagem segura de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz enquanto os EUA levantam o bloqueio naval aos portos iranianos. A Casa Branca confirmou também que uma linha direta deve ser estabelecida para coordenar o tráfego marítimo, um mecanismo de comunicação que teria evitado parte dos incidentes da semana caso já estivesse operacional.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou no domingo que o Irã é o único responsável por gerenciar e reabrir plenamente o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz sob os entendimentos recentes, numa reivindicação de soberania sobre a passagem que contrasta com a posição americana de que o Estreito é uma hidrovia internacional que deve permanecer aberta sem interferência de qualquer nação. A reunião de 30 de junho em Doha será o primeiro teste prático de se as duas partes conseguem traduzir a pausa desta segunda num entendimento durável sobre quem controla o quê no Estreito e em que condições o tráfego comercial será permitido nas próximas semanas.



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