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EUA preparam envio de segundo porta-aviões ao Oriente Médio

Governo Trump amplia pressão sobre o regime iraniano



O Departamento de Guerra dos Estados Unidos instruiu um segundo grupo de ataque com porta-aviões a se preparar para possível deslocamento ao Oriente Médio, segundo informações divulgadas pelo Wall Street Journal com base em autoridades americanas. A medida integra um plano de contingência que poderá ser acionado caso as tratativas diplomáticas com o regime iraniano fracassem. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não formalizou a ordem de envio, mas integrantes do governo afirmaram que a decisão pode ser tomada em poucas horas.


De acordo com o jornal, o USS George H.W. Bush, atualmente em fase final de exercícios de treinamento na costa da Virgínia, poderia acelerar sua preparação para mobilização. Caso o deslocamento seja autorizado, o navio se juntaria ao USS Abraham Lincoln, que já opera na região dentro de um reforço militar mais amplo promovido por Washington. Esse reforço inclui navios adicionais, sistemas de defesa aérea e esquadrões de caças, compondo uma demonstração clara de capacidade operacional diante das tensões com Teerã.


O presidente Donald Trump reconheceu publicamente que considera o envio de uma nova força naval ao Oriente Médio. Em declaração recente, afirmou que uma “armada” já se dirige à região e que outra poderá ser mobilizada. O chefe da Casa Branca deixou claro que, caso as negociações não avancem, os Estados Unidos poderão adotar medidas severas, fazendo referência às ofensivas anteriores contra instalações nucleares iranianas em Fordow, Natanz e Isfahan.


As declarações ocorrem às vésperas de uma provável segunda rodada de negociações indiretas entre autoridades americanas e iranianas. O primeiro encontro recente ocorreu em Omã, marcando o reinício do diálogo após os ataques realizados no ano anterior por Israel e pelos Estados Unidos contra instalações nucleares do regime iraniano. O governo norte-americano busca um acordo que limite de forma efetiva o programa nuclear do Irã e também pretende incluir no debate o desenvolvimento de mísseis balísticos por parte de Teerã.


O regime iraniano, no entanto, mantém posição rígida. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país não abrirá mão do direito de enriquecer urânio, classificando a atividade como questão de soberania nacional. Teerã também rejeita qualquer negociação sobre seu programa de mísseis, que descreve como de natureza defensiva. Além disso, autoridades iranianas advertiram que um novo ataque americano provocaria retaliações contra bases dos Estados Unidos espalhadas pelo Oriente Médio.


Em meio a esse cenário, o presidente Donald Trump reuniu-se na Casa Branca com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para tratar especificamente da questão iraniana. O presidente norte-americano afirmou que prefere uma solução negociada, desde que resulte em um acordo sólido e verificável. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, por sua vez, tem manifestado cautela quanto à possibilidade de um entendimento amplo, defendendo que qualquer pacto precisa efetivamente impedir que o Irã avance rumo à capacidade nuclear militar.


A movimentação militar dos Estados Unidos ocorre em um momento decisivo, no qual Washington busca equilibrar diplomacia e dissuasão. Ao reforçar sua presença naval, o governo de Donald Trump envia um sinal inequívoco de que a via diplomática possui prazo limitado e que a alternativa militar permanece sobre a mesa caso o regime iraniano insista em manter um programa nuclear considerado uma ameaça à estabilidade regional.

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