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EUA reafirmam prontidão de suas armas nucleares

No entanto, declarações refletem abordagem cautelosa para evitar confrontos diretos e promover diálogo internacional



O porta-voz do Comando Estratégico dos Estados Unidos (STRATCOM), contra-almirante Thomas Buchanan, afirmou que o país está preparado para recorrer a armas nucleares, se necessário, mas dentro de condições consideradas “aceitáveis” para os interesses americanos. A declaração foi feita durante o evento Project Atom 2024, organizado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, na quarta-feira (21).


Buchanan enfatizou que, em qualquer cenário de confronto nuclear, os Estados Unidos visam preservar sua posição como líder mundial. Ele ressaltou que, caso ocorra um conflito nuclear, parte do arsenal seria mantida como medida de dissuasão contínua.

“Não se deve gastar todos os recursos para vencer, porque isso deixaria o país sem capacidade de dissuasão no futuro,” explicou o porta-voz.

Apesar da prontidão declarada, Buchanan destacou o interesse dos EUA em evitar qualquer cenário que envolva troca de ataques nucleares. Para isso, ele defendeu a necessidade de diálogos constantes com potências como Rússia, China e Coreia do Norte, enfatizando o caráter político das armas nucleares.


Novo contexto global e as doutrinas nucleares


As declarações de Buchanan ocorrem pouco após o presidente russo, Vladimir Putin, assinar uma nova doutrina nuclear que amplia os cenários de uso de armamento atômico por Moscou. O documento autoriza uma resposta nuclear caso a Rússia ou Belarus sofram ataques com armas convencionais que ameacem sua soberania ou integridade territorial.


Especialistas apontam que as mudanças na política russa podem levar os Estados Unidos e outros países ocidentais a reavaliar o suporte militar à Ucrânia. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a nova diretriz permite considerar uma resposta nuclear frente ao uso de mísseis não nucleares fornecidos pelo Ocidente para Kiev contra território russo.


Perspectivas e riscos globais


Enquanto a competição geopolítica entre grandes potências intensifica os riscos, iniciativas de diálogo internacional permanecem cruciais para evitar confrontos diretos. A reafirmação americana de liderança e o foco em dissuasão demonstram uma abordagem calculada frente a um cenário global cada vez mais volátil.

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