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Europa repõe ativos militares americanos retirados dos planos da OTAN

Todos os 32 membros estão comprometidos com meta de 3,5% do PIB em defesa até 2035



Os membros europeus da OTAN repuseram em grande parte os ativos militares que os Estados Unidos retiraram de seus planos de contingência para um possível conflito na Europa, segundo o vice-comandante supremo aliado na Europa, o general John Stringer. Em declarações feitas às vésperas da cúpula da OTAN em Ancara, na próxima semana, Stringer descreveu a transição como prova de "uma Europa mais forte em uma OTAN mais forte."


O processo ocorreu após decisões americanas recentes de reduzir as forças que seriam mobilizadas para a Europa em caso de grande crise ou guerra, levando o comando militar da aliança a solicitar aos aliados europeus que identificassem capacidades adicionais para compensar o déficit. O general Stringer afirmou que o compartilhamento de responsabilidades está sendo conduzido de forma "sensata e proporcional", com base em requisitos militares, e que a Europa vem se preparando para uma mudança nas prioridades estratégicas americanas há vários anos.


O coronel Martin O'Donnell, porta-voz do comando militar da OTAN, foi além ao afirmar que os aliados europeus igualaram ou superaram as contribuições americanas anteriores em algumas capacidades aéreas e marítimas, e que algumas forças europeias operam equipamentos comparáveis ou mais avançados do que os sistemas americanos existentes. Nas áreas em que os europeus não conseguem oferecer capacidades idênticas às americanas, a OTAN busca alcançar efeitos operacionais equivalentes por meio de diferentes ativos militares.


O general John Stringer também confirmou que todos os 32 membros da aliança permanecem comprometidos com a meta de destinar pelo menos 3,5% do PIB à defesa central até 2035, uma exigência que a administração Trump havia elevado em relação à meta anterior de 2%. As declarações chegam num momento em que os governos europeus continuam expandindo seus orçamentos de defesa após a invasão russa da Ucrânia, com a pressão americana para que a Europa assuma parcela maior da responsabilidade pela própria segurança funcionando como catalisador de um processo de rearme que já estava em curso mas que o conflito no Oriente Médio e a postura do presidente Donald Trump aceleraram decisivamente.



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