Ex-chefe de gabinete de Lula deixa campanha à reeleição
- Núcleo de Notícias
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Marco Aurélio Santana, o Marcola, teria recebido cerca de R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, lobista ligada ao Careca do INSS

O ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, deixou nesta quarta-feira (5) a campanha à reeleição do presidente. A saída ocorre após a revelação de que ele recebeu cerca de R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista de Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". A descoberta foi feita pela Polícia Federal após análise de conversas extraídas do celular de Luchsinger, que mostram Marcola encaminhando à amiga pessoal de Lulinha "códigos de barra a fim de que ela fizesse os pagamentos de contas pessoais dele".
Os pagamentos ocorreram ao longo de 2025, período em que Marcola ocupava o cargo de chefe de gabinete de Lula no Palácio do Planalto, com responsabilidade sobre a agenda presidencial e a interlocução com ministros. A PF também investiga se ele recebeu dinheiro em espécie da empresária.
A relação entre Roberta Luchsinger e Marcola levou a PF a pedir a abertura do terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. A investigação busca apurar se Marcola praticou tráfico de influência enquanto exercia o cargo de chefe de gabinete, e tem como relator o ministro do STF Flávio Dino. O inquérito se concentra principalmente na relação entre Marcola e Roberta Luchsinger, com Lulinha aparecendo na apuração porque, segundo a linha investigativa da PF, a empresária atuaria em nome dele dentro do governo.
Em nota, Marcola negou irregularidades e afirmou que os pagamentos correspondiam a um "empréstimo pessoal" já quitado. A saída da campanha, menos de 24 horas após a revelação pública dos pagamentos, é uma tentativa de conter o desgaste político do episódio, que atinge diretamente o núcleo presidencial num momento em que a campanha de Lula à reeleição já enfrenta pesquisas mostrando empate técnico com Flávio Bolsonaro tanto no primeiro quanto no segundo turno, além de um nível de rejeição que supera os 50%.
