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Famílias brasileiras perdem R$ 62,5 bilhões para as bets em 2025

7 de ago.
2 min de leitura

Governo Lula transformou o setor em um mercado formal



As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões em apostas esportivas em 2025, segundo o 3º Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, elaborado pelo Comsefaz em parceria com o Cicef, com base em dados do Banco Central. No mesmo período, as plataformas de bets movimentaram R$ 350,97 bilhões em transferências via Pix, no primeiro ano completo sob o marco regulatório implementado pelo governo Lula, que entrou em vigor em janeiro de 2025.


O valor perdido representa a diferença entre o total apostado pelos usuários e o valor devolvido pelas plataformas em premiações, equivalente a cerca de 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias. "Esse comportamento indica que o setor passou a absorver um volume substancial de recursos das famílias sem devolução proporcional, característica típica dos mercados de apostas, nos quais apenas uma parcela dos valores apostados retorna aos jogadores na forma de premiações", diz o estudo.


Os números do Comsefaz superam significativamente os divulgados pelo próprio Ministério da Fazenda, que em janeiro havia informado que a receita das bets legalizadas havia alcançado R$ 37 bilhões, uma diferença de mais de R$ 25 bilhões entre a estimativa oficial e a apurada pelo comitê de secretários de fazenda estaduais com base em dados diretos do Banco Central.


O boletim traz um dado particularmente revelador sobre o perfil dos apostadores: a proibição de apostas por beneficiários do Bolsa Família reduziu o ritmo de crescimento das transações e aproximou a diferença entre o volume estimado e o observado. "O fato de a proibição ter produzido efeito mensurável sobre o volume agregado de transações sugere que as famílias de menor renda possuíam participação relevante nesse mercado", aponta o estudo, que também relaciona o fenômeno à fragilidade financeira mais ampla das famílias brasileiras: "Em conjunto com os elevados níveis de endividamento e de comprometimento da renda apresentados anteriormente, esse resultado reforça o diagnóstico de vulnerabilidade financeira das famílias brasileiras no atual ciclo econômico."


Embora as apostas de quota fixa tenham sido autorizadas ainda em 2018, durante o governo de Michel Temer, foi o governo Lula quem, ao sancionar a Lei das Bets em 2023 e montar toda a máquina regulatória no Ministério da Fazenda, transformou o setor em um mercado formal a partir de 2025 — exatamente o ano em que as famílias brasileiras sangraram R$ 62,5 bilhões líquidos para as plataformas. Em vez de enxergar o óbvio risco estrutural de endividamento em massa e vício, a gestão petista olhou para as plataformas de jogos e viu apenas uma generosa vaca leiteira fiscal: criou regras sob medida, cobrou outorgas bilionárias, enfiou alíquotas e passou a arrecadar bilhões em impostos sobre o jogo que drenava o bolso do brasileiro.



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