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Flávio Bolsonaro diz que “é impossível reconhecer” o resultado e que pedirá a anulação da eleição

há 8 horas
2 min de leitura

Senador afirma que ministro Zanin, ex-advogado de Lula, mudou “a regra do jogo no meio do jogo” ao estender a votação até as 19h, e denuncia a retirada de fiscais do PL da sala-cofre



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em discurso depois da divulgação do resultado do segundo turno, que não reconhece a vitória do presidente Lula (PT) e que vai pedir a anulação da eleição. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não tá aqui pra brincadeira”, declarou. Lula obteve 51,78% dos votos válidos, 64,2 milhões, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro, 59,8 milhões, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos.


O alvo das críticas foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país. “O ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada, a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17 horas e 1 minuto, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça Especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições”, disse. Segundo o senador, houve “uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados”. Ele acrescentou: “Eu nunca vou saber, se num estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável o que aconteceu”.


A medida atendeu a um pedido da campanha de Lula, baseado em relatos de problemas no transporte de eleitores, e foi tomada, segundo o relato, sem consulta à Procuradoria-Geral da República nem à Procuradoria-Geral Eleitoral. No Tribunal Superior Eleitoral, o mesmo pleito da coligação do petista estava parado havia horas, e o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, dizia que o assunto seria analisado “no seu tempo”. A ordem de Zanin saiu pouco depois das 17h, quando inúmeras das cerca de 500 mil seções do país já tinham fechado as urnas, o que gerou confusão. Por volta das 18h, o ministro divulgou um esclarecimento de que a votação só deveria continuar nas seções ainda abertas, e que, nas já encerradas, os votos seriam computados e totalizados normalmente. A apuração chegou a ser pausada.


Flávio Bolsonaro também afirmou que fiscais do PL “foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que a seleção foi tomada”. “Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. As coisas acontecem do nada, a pedido de um ex-sócio do próprio Zanin, e ele atende a um pedido por cima da Justiça Eleitoral”, completou. “Eu não vou desistir do meu Brasil.”


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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