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Forças dos EUA destroem 16 embarcações iranianas usadas para implantar minas no Estreito de Ormuz

Ataque ocorre após advertência de Donald Trump e busca impedir tentativa do regime iraniano de bloquear uma das rotas energéticas mais estratégicas do planeta



Forças militares dos Estados Unidos destruíram 16 embarcações iranianas utilizadas para implantação de minas explosivas no mar nas proximidades do Estreito de Ormuz. A informação foi confirmada pelo U.S. Central Command (CENTCOM), que classificou a ação como uma medida preventiva para impedir que o Irã tente bloquear uma das rotas marítimas mais importantes do comércio global de energia.


A ofensiva ocorre em um momento em que o tráfego de petróleo pela região está próximo da paralisação. O estreito é responsável pela passagem de aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia, volume equivalente a cerca de um quinto do consumo mundial. Países exportadores do Golfo, como Iraque e Kuwait, dependem diretamente desse corredor marítimo para escoar grande parte de sua produção.


Antes da operação militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia exigido publicamente que o regime iraniano removesse imediatamente as embarcações suspeitas de preparar a instalação de minas marítimas.


“Irã deve removê-las IMEDIATAMENTE”, escreveu o presidente Trump, alertando que as consequências militares seriam “de um nível nunca antes visto” caso a ameaça persistisse.


Ameaça de minas preocupa comércio global


Autoridades americanas afirmam há anos que o Irã mantém um grande estoque de minas navais explosivas, além de treinar regularmente estratégias para interromper o tráfego marítimo no Golfo Pérsico. A destruição das embarcações teria como objetivo impedir que essas minas fossem instaladas nas rotas comerciais antes que o bloqueio se concretizasse.


Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana com base em fontes de inteligência, o Irã já teria colocado algumas dezenas de minas no estreito nos últimos dias e teria capacidade para posicionar centenas adicionais em pouco tempo.


Mesmo a simples ameaça de instalação de minas pode provocar efeitos imediatos no mercado global, elevando os custos de seguro marítimo e pressionando o preço do transporte de petróleo.


Rota estratégica para o mercado de energia


O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado um dos principais gargalos energéticos do planeta. A região é delimitada ao norte pelo Irã e ao sul por Omã e Emirados Árabes Unidos.


Dados da plataforma de inteligência comercial Kpler indicam que, desde sexta-feira, apenas sete embarcações conseguiram atravessar o estreito, incluindo quatro navios petroleiros e três cargueiros de granel.


Diante da ameaça crescente, a Marinha dos Estados Unidos avalia a possibilidade de escoltar navios comerciais pela região. O presidente do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, afirmou que diferentes opções estão sendo analisadas.


“Estamos avaliando uma série de alternativas e vamos resolver os problemas conforme surgirem”, disse o general em entrevista à imprensa americana.


Aliados europeus também reforçam presença naval


Países europeus também começaram a reforçar a segurança marítima na região. A França enviou duas fragatas para participar de uma missão de escolta liderada pela União Europeia destinada a proteger embarcações comerciais que atravessam o estreito.


Enquanto isso, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou recentemente que os Estados Unidos e Israel já estabeleceram domínio aéreo total sobre o território iraniano, embora ataques com mísseis e drones ainda representem uma ameaça.


Minas baratas, impacto devastador


Uma das preocupações centrais das forças navais é o custo extremamente baixo das minas marítimas em comparação com os danos que podem causar. Uma mina pode custar apenas alguns milhares de dólares, mas é capaz de afundar ou incapacitar navios militares avaliados em bilhões.


O risco não é apenas teórico. Em 1988, durante confrontos no Golfo Pérsico, o destróier americano USS Samuel B. Roberts (FFG-58) quase afundou após atingir uma mina iraniana.


Esses explosivos costumam ser instalados de forma discreta, muitas vezes à noite, utilizando pequenas embarcações de pesca ou barcos de ataque rápido, o que permite sua colocação sem grande aviso prévio e com potencial devastador para o tráfego marítimo.



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