França mobiliza esforços para defender instalações petrolíferas sauditas de ataques dos houthis
Ministério das Relações Exteriores francês não detalha os meios enviados ao reino, que enfrenta ofensivas crescentes do grupo iemenita apoiado pelo Irã

A França começou a pôr em prática elementos operacionais de um acordo para ajudar a proteger as instalações de petróleo da Arábia Saudita contra ataques dos houthis, grupo iemenita apoiado pelo Irã. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Ministério das Relações Exteriores francês. O porta-voz da pasta, Pascal Confavreux, não quis detalhar quais meios foram enviados ao reino.
O anúncio indica um envolvimento mais profundo de Paris na defesa da infraestrutura energética saudita, num momento em que os ataques dos terroristas se intensificam em meio à guerra mais ampla envolvendo o Irã. No mês passado, o presidente Emmanuel Macron havia dito que a França enviaria tropas e sistemas de defesa à Arábia Saudita para proteger Yanbu, cidade portuária no Mar Vermelho considerada estratégica para o escoamento de energia. A Arábia Saudita sofre ameaças recorrentes contra suas instalações petrolíferas e suas rotas marítimas por parte do grupo, que tem base no Iêmen.
A iniciativa francesa se soma a um quadro de escalada na região. Os houthis tomaram a Ilha Perim, no Estreito de Bab al-Mandab, atingiram o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, num ataque que matou 12 pessoas e feriu 309, e declararam bloqueio naval ao reino. O governo do Iêmen e a coalizão liderada pelos sauditas afirmam ter posto 1.860 combatentes rebeldes fora de combate na Operação Dawn of Yemen. Os Estados Unidos, por sua vez, recomendaram que seus cidadãos reconsiderem viagens à Arábia Saudita, e o presidente Donald Trump admitiu, no sábado (10), que o país pode se unir à campanha militar saudita, depois de recusar pedido semelhante do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman em setembro.
A atuação francesa chega num momento em que o petróleo segue acima de US$ 100 o barril e a Europa teme um inverno de energia cara, o que torna a segurança dos terminais sauditas um interesse direto dos países europeus, além do compromisso com um parceiro tradicional no Golfo.





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