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França mobiliza esforços para defender instalações petrolíferas sauditas de ataques dos houthis

há 2 horas
2 min de leitura

Ministério das Relações Exteriores francês não detalha os meios enviados ao reino, que enfrenta ofensivas crescentes do grupo iemenita apoiado pelo Irã



A França começou a pôr em prática elementos operacionais de um acordo para ajudar a proteger as instalações de petróleo da Arábia Saudita contra ataques dos houthis, grupo iemenita apoiado pelo Irã. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Ministério das Relações Exteriores francês. O porta-voz da pasta, Pascal Confavreux, não quis detalhar quais meios foram enviados ao reino.


O anúncio indica um envolvimento mais profundo de Paris na defesa da infraestrutura energética saudita, num momento em que os ataques dos terroristas se intensificam em meio à guerra mais ampla envolvendo o Irã. No mês passado, o presidente Emmanuel Macron havia dito que a França enviaria tropas e sistemas de defesa à Arábia Saudita para proteger Yanbu, cidade portuária no Mar Vermelho considerada estratégica para o escoamento de energia. A Arábia Saudita sofre ameaças recorrentes contra suas instalações petrolíferas e suas rotas marítimas por parte do grupo, que tem base no Iêmen.


A iniciativa francesa se soma a um quadro de escalada na região. Os houthis tomaram a Ilha Perim, no Estreito de Bab al-Mandab, atingiram o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, num ataque que matou 12 pessoas e feriu 309, e declararam bloqueio naval ao reino. O governo do Iêmen e a coalizão liderada pelos sauditas afirmam ter posto 1.860 combatentes rebeldes fora de combate na Operação Dawn of Yemen. Os Estados Unidos, por sua vez, recomendaram que seus cidadãos reconsiderem viagens à Arábia Saudita, e o presidente Donald Trump admitiu, no sábado (10), que o país pode se unir à campanha militar saudita, depois de recusar pedido semelhante do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman em setembro.


A atuação francesa chega num momento em que o petróleo segue acima de US$ 100 o barril e a Europa teme um inverno de energia cara, o que torna a segurança dos terminais sauditas um interesse direto dos países europeus, além do compromisso com um parceiro tradicional no Golfo.



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