Gastos com viagens somam R$ 7 bilhões no terceiro mandato de Lula
- Núcleo de Notícias

- 27 de jan.
- 2 min de leitura
Despesas acumuladas com deslocamentos oficiais expõem padrão elevado de gastos da gestão petista

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou os três primeiros anos do terceiro mandato com R$ 7 bilhões gastos em viagens a serviço, segundo dados do Portal da Transparência. O montante engloba despesas de ministérios e órgãos federais, como passagens, diárias, taxas de agenciamento, restituições e outros serviços, sem incluir deslocamentos realizados diretamente pelo presidente da República. O volume chama atenção não apenas pelo valor absoluto, mas por consolidar um patamar de gastos superior ao observado em administrações anteriores.
Em 2025, as despesas com viagens totalizaram R$ 2,35 bilhões. Houve uma redução marginal de cerca de 1% em relação a 2024, quando o gasto alcançou R$ 2,37 bilhões, o maior valor anual da série analisada entre 2015 e 2025. Ainda assim, o recuo pontual não altera o quadro geral: a média anual do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva permanece extremamente elevada e acima do padrão histórico recente.
Desde 2023, os R$ 7 bilhões já desembolsados superam a soma dos gastos registrados entre 2017 e 2022. A diferença reforça a percepção de expansão consistente das despesas administrativas sob o atual governo.
No recorte mais amplo, entre 2015 e 2025, o governo federal gastou R$ 16,1 bilhões com viagens a serviço. O menor valor da série foi registrado em 2020, com R$ 545 milhões, durante o governo Bolsonaro. Já 2024 marcou o pico histórico, consolidando um movimento de retomada e ampliação dos gastos com deslocamentos oficiais.
A maior parte das despesas de 2025 esteve concentrada em viagens dentro do território nacional. Os deslocamentos domésticos somaram R$ 2,079 bilhões, enquanto as viagens internacionais ficaram em torno de R$ 276 milhões. Entre os destinos mais frequentes aparecem São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Pará, este último impulsionado pela realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em novembro. Estados como Sergipe, Amapá, Acre, Alagoas e Espírito Santo ficaram entre os menos visitados por representantes do Poder Executivo federal.
No ranking dos órgãos que mais consumiram recursos com viagens em 2025, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lidera, com R$ 396 milhões. Na sequência aparecem o Ministério da Defesa, com R$ 311 milhões, o Ministério da Educação, com R$ 304 milhões, e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que registrou R$ 126 milhões.
Fonte: Metrópoles
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