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Governo Lula tenta mudar imagem com plano de "Combate à Corrupção"

Parceria entre Polícia Federal e CGU quer aumentar a eficiência no combate à lavagem de dinheiro e fraudes


Dupla dinânmica contra a corrupção - Agência Brasil/ECB


Depois de se afastar da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) em virtude do cancelamento do acordo de leniência da Odebrecht pelo STF, o governo brasileiro decidiu formalizar uma força-tarefa para “combater a corrupção”.


O anúncio foi feito na semana passada pela Polícia Federal, ainda comandada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União).


Sem detalhar como funcionará o novo braço dos órgãos federais, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, garantiu que a iniciativa aumentará consideravelmente a eficiência das investigações, que envolvem operações de lavagem de dinheiro, tráfico de influências e desvio de recursos públicos.


"Expectativa é que tenhamos não só quantitativamente mais operações, mas também qualitativamente”, afirmou Andrei Rodrigues.  “Todo nosso time e equipe, a partir da nossa diretoria de enfrentamento ao crime organizado, estará atuando", afirmou o diretor da PF.


CGU cria unidade para combater fraudes no INSS


Já a CGU - além de ratificar as palavras de Andrei Rodrigues - anunciou que dará início a um plano estratégico para combater fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Governo Lula extinguiu Secretaria de Combate à Corrupção em março


A retomada do “combate à corrupção” na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva é no mínimo antagônica. Isso porque, em março, o presidente autorizou a extinção da secretaria do CGU responsável exatamente por esse tipo de crime. 


Após a medida se tornar pública, a Controladoria-Geral da União rebateu, apontando que o combate à corrupção ainda era “prioridade” do órgão.



“É falsa a ideia de que a transformação da Secretaria de Combate à Corrupção em duas secretarias – a Secretaria de Integridade Pública e a Secretaria de Integridade Privada –, com a reinserção das atividades de operações especiais no âmbito da Secretaria Federal de Controle Interno e a realocação das atividades de inteligência, ciência de dados e informações estratégicas na Secretaria-Executiva do órgão signifique que a CGU pretenda priorizar a prevenção em detrimento do combate à corrupção”, rebateu a CGU.

 
 
 

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