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Hegseth elogia aliados asiáticos e avisa europeus: "Os dias de andar de carona no contribuinte americano acabaram"

Secretário de Guerra diz que EUA têm "estoques mais que suficientes" para nova ação militar contra o Irã caso negociações fracassem



O secretário de Defesa Pete Hegseth participou na sexta-feira do fórum de segurança Shangri-La Dialogue em Singapura, onde elogiou os aliados asiáticos de Washington enquanto endereçou um recado direto aos parceiros europeus que ainda dependem do guarda-chuva militar americano sem aumentar seus próprios investimentos em defesa. "Para aqueles que acreditam que podem continuar a se beneficiar gratuitamente da generosidade do contribuinte americano, ouçam bem: esses dias acabaram", disse Hegseth.


O secretário destacou a Coreia do Sul como exemplo de aliado que está fortalecendo suas capacidades militares e contribuindo mais para a segurança regional, numa referência ao país que também tem 26 navios retidos no Estreito de Ormuz desde o início do conflito com o Irã e cujo cargueiro HMM Namu foi atingido por míssil anti-navio iraniano em maio. A mensagem implícita é a que Pete Hegseth vem repetindo desde o início do mandato Trump: aliados que querem proteção americana precisam pagar por ela, seja em gastos de defesa, seja em participação ativa nas operações.


Sobre o Irã, o secretário de Guerra foi direto: os Estados Unidos permanecem preparados para novas ações militares caso as negociações não impeçam Teerã de obter uma arma nuclear. "Nossos estoques são mais do que suficientes para isso", disse o Hegseth, acrescentando que as forças americanas estão bem posicionadas para responder a ameaças em múltiplas regiões simultaneamente. A declaração ocorre num momento em que o presidente Trump afirmou na mesma sexta-feira que se dirigia à Sala de Situação para tomar uma "determinação final" sobre o Irã, após detalhar no Truth Social as condições que descreveu como termos finais do acordo.



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