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Ibovespa cai 1,24% a 173.825 pontos com tarifas americanas ao Brasil dominando o pregão

16 de jul.
1 min de leitura

Índice continua em tendência de queda e volta a rondar os 170 mil pontos



O Ibovespa encerrou nesta quinta-feira (16) em queda de 1,24%, fechando a 173.825,27 pontos, numa sessão marcada pela repercussão do anúncio das tarifas americanas de 25% sobre produtos brasileiros, que entram em vigor em 22 de julho. O índice oscilou entre a mínima de 173.536,57 e a máxima de 176.011,31 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,28 bilhões, abaixo da média diária do ano.


A queda desta quinta reflete a digestão de uma decisão que o secretário de Estado Marco Rubio atribuiu diretamente às escolhas do governo Lula: "O presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso." A lista de produtos atingidos inclui etanol, calçados, vestuário, açúcar orgânico, papel, máquinas agrícolas e manufaturados em geral, enquanto carne bovina, café, petróleo, aeronaves e farmacêuticos ficam isentos.


O Ibovespa que fecha a quinta a 173 mil pontos acumula queda de cerca de 12% desde os recordes históricos acima de 198 mil pontos de meados de abril, com o segundo semestre começando sob pressão de três frentes simultâneas: a retomada do conflito no Estreito de Ormuz com o Brent acima de US$ 84, as tarifas americanas sobre produtos brasileiros com vigência em 22 de julho e a deterioração das expectativas fiscais e inflacionárias domésticas, com o próprio Ministério da Fazenda elevando a projeção do IPCA para 5,1% em 2026, acima do teto da meta.



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