Ibovespa cai 2,50%, perde 4.305 pontos e chega ao menor nível desde janeiro
- Núcleo de Notícias

- há 17 horas
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Índice fecha a 167.874,64 pontos; investidor estrangeiro reduz exposição ao Brasil

O Ibovespa completou nesta terça-feira (11) a sexta perda consecutiva, com queda expressiva de 2,50% e fechamento a 167.874,64 pontos, o menor nível desde 20 de janeiro. O volume negociado somou aproximadamente R$ 32 bilhões, num pregão marcado por forte aversão a risco diante da agenda agitada por dados de inflação e pelo cenário eleitoral.
O mercado brasileiro aparece hoje visivelmente pressionado, com o investidor estrangeiro reduzindo de forma acentuada sua exposição ao país. O JPMorgan rebaixou a recomendação para ações brasileiras (no portfólio de América Latina) de overweight (equivalente a compra/exposição acima da média) para neutra, e reduziu o preço-alvo do Ibovespa para o fim de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos.
O banco justificou o rebaixamento citando o fim iminente do ciclo de cortes na Selic — com expectativa de apenas mais uma redução de 0,25 ponto percentual em setembro, seguida por uma longa pausa —, combinado à desaceleração do crescimento econômico e à deterioração do ciclo de crédito, fatores que devem pressionar os resultados corporativos à frente. A instituição destacou ainda o aumento da volatilidade esperado com as eleições de outubro e a incerteza fiscal enfrentada por qualquer vencedor, em meio a juros reais elevados, preferindo manter posição neutra até que o cenário se defina.
O movimento de saída de capital externo, somado ao rebaixamento do JPMorgan divulgado nesta terça-feira, reforça o diagnóstico que vinha se desenhando ao longo das últimas semanas: os dados de atividade econômica fracos, como o PMI industrial em contração e a produção industrial em queda em junho, combinados com a proximidade do primeiro turno das eleições em outubro, elevam a percepção de risco sobre os ativos brasileiros.
Na visão de Carlos Dias, CEO do Rumo News, a queda do Ibovespa desta terça-feira não decorre de fundamentos específicos de empresas isoladas, mas sim uma reprecificação sistêmica do prêmio de risco Brasil pelo mercado.




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