Ibovespa fecha abaixo de 170 mil pontos pela 1ª vez desde janeiro e acumula 8ª semana consecutiva de perdas
- Núcleo de Notícias

- 5 de jun.
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Índice encerra a sexta-feira a 169.019 pontos com queda de 0,77% no dia e 2,74% na semana

O Ibovespa fechou nesta sexta-feira (5) a 169.019,12 pontos, queda de 0,77% no dia, perdendo o patamar de 170 mil pontos pela primeira vez desde janeiro. O volume financeiro somou R$ 26,5 bilhões. Na semana, o índice acumulou perda de 2,74%, registrando a oitava semana consecutiva de queda, uma sequência sem precedentes recentes que marca o pior ciclo de perdas da bolsa brasileira desde a pandemia.
O Ibovespa que fechou a 169 mil pontos está agora quase 15% abaixo dos recordes históricos acima de 198 mil atingidos em meados de abril, quando o índice avistou pela primeira vez o patamar de 200 mil pontos. Em menos de dois meses, a bolsa devolveu praticamente toda a alta acumulada no primeiro trimestre, que havia sido de mais de 16%.
A semana foi marcada por uma sequência de notícias adversas que se acumularam sem trégua. O Irã atacou o Kuwait, atingindo um aeroporto e ferindo dezenas de pessoas, e elevou o petróleo de volta para perto de US$ 100 por barril. O chanceler iraniano vinculou qualquer acordo de paz ao encerramento das operações israelenses no Líbano com retirada de tropas, complicando ainda mais as negociações. O USTR propôs tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros por alegadas falhas no combate ao trabalho forçado, somando-se à tarifa de 25% da Seção 301 e aproximando o total de sobretaxas americanas de 40%. A produção da Opep caiu ao menor nível em 37 anos, e o IPCA-15 de maio superou o teto da meta do Banco Central pela primeira vez no ano.
O Ibovespa que encerra esta semana a 169 mil pontos chega ao fim de semana sem catalisadores positivos à vista. O acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que seria o principal gatilho para uma recuperação expressiva da bolsa, permanece sem data para ser formalizado após o Irã vincular qualquer entendimento ao Líbano. As eleições presidenciais de outubro estão cada vez mais próximas numa conjuntura de incerteza política crescente. Os dados econômicos domésticos, de inadimplência recorde ao PMI industrial abaixo de 50, apontam para uma economia que desacelera enquanto a inflação resiste. A pergunta que os mercados levarão para o fim de semana é se o suporte de 169 mil pontos será testado na semana que começa ou se algum desenvolvimento diplomático no Oriente Médio pode mudar a direção de um mercado que acumula oito semanas consecutivas no vermelho.




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