Ibovespa fecha acima dos 197 mil pontos pela primeira vez e bate novo recorde histórico de fechamento
- Núcleo de Notícias

- há 24 horas
- 2 min de leitura
Índice avança 1,12% na sessão e 4,93% na semana com expectativa das negociações de paz entre EUA e Irã em Islamabad neste fim de semana; Brent recua a US$ 95,20 com otimismo sobre acordo

O Ibovespa encerrou a semana com um feito inédito: fechou acima dos 197 mil pontos pela primeira vez em sua história. O índice subiu 1,12% nesta sexta-feira, encerrando a sessão a 197.323,87 pontos, novo recorde de fechamento, depois de tocar a máxima intradia de 197.553,64, também um topo histórico. Na mínima do dia, o índice registrou 195.129,25 pontos. O volume financeiro movimentado na sessão somou R$ 33,7 bilhões, reflexo do apetite dos investidores num pregão de encerramento de semana especialmente positivo.
Na semana, o avanço foi de 4,93%, resultado que condensa o otimismo gerado pelo cessar-fogo anunciado entre os Estados Unidos e o Irã na terça-feira e pela perspectiva concreta de que as conversas de paz em Islamabad neste sábado possam avançar em direção a um acordo permanente. A delegação americana, liderada pelo vice-presidente J.D. Vance ao lado de Steve Witkoff e Jared Kushner, confere peso político à reunião que vai além de uma rodada técnica de negociações.
O mercado foi às compras num cenário em que a expectativa é mais forte do que as certezas. As negociações de Islamabad não devem ser fáceis: o Irã ainda não cumpriu integralmente a condição central do cessar-fogo, com o Estreito de Ormuz longe de operar em plena capacidade, e há pontos de contencioso relevantes como o enriquecimento de urânio e a situação do Líbano. Ainda assim, prevaleceu entre os agentes financeiros a leitura de que Estados Unidos e Irã estão genuinamente buscando uma saída negociada, o que por si só já justifica o reposicionamento para ativos de risco.
No mercado de petróleo, o Brent recuou 0,75% e fechou a US$ 95,20 por barril, consolidando a queda acumulada desde o pico da guerra. A queda do petróleo e a alta das bolsas operam em sincronia neste cenário: ambos refletem a mesma aposta de que o conflito se encaminha para resolução, com implicações opostas para os dois ativos. Para a Petrobras, isso significa menor impulso geopolítico nos papéis, mas o restante da bolsa brasileira, especialmente empresas domésticas sensíveis à inflação e aos juros, respira com a perspectiva de combustíveis mais baratos e eventual aceleração do ciclo de cortes da Selic.
O Ibovespa que fecha a semana a 197 mil pontos é um índice que em poucas semanas saiu da zona de 175 mil, atingida no pior momento da guerra em março, para renovar sucessivos recordes históricos. A trajetória de recuperação, que acompanhou cada sinalização diplomática positiva do conflito, deixa o índice altamente sensível ao que acontecer em Islamabad neste fim de semana. Um avanço concreto nas negociações abre caminho para a barreira dos 200 mil pontos. Uma ruptura nas conversas pode inverter rapidamente o movimento, num mercado que aprendeu nas últimas semanas a reagir em questão de horas a cada declaração do presidente Donald Trump ou de Teerã.




Comentários