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Ibovespa sobe 0,47% no último pregão antes do segundo turno, e dólar volta a fechar abaixo de R$ 5 com aposta em vitória de Flávio

há 1 minuto
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Índice termina a 205.082 pontos, com volume de R$ 45,5 bilhões; moeda americana recua quase 1%, a cerca de R$ 4,98, e juros futuros acompanham o movimento



O Ibovespa fechou a sexta-feira (23), último pregão antes do segundo turno da eleição presidencial, em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos, com volume financeiro de aproximadamente R$ 45,5 bilhões, o maior da semana. O índice oscilou entre a mínima de 203.428 e a máxima de 205.757,04 pontos e firmou o sinal positivo à tarde, depois de reverter perdas na primeira parte da sessão. Na semana, acumulou queda de 0,17%, e o fechamento está cerca de 1,9% abaixo do recorde de 209.066,90 pontos, registrado em 9 de outubro. Mesmo assim, o índice sobe cerca de 10% em outubro e cerca de 27% em 2026.


O destaque do dia foi o câmbio. O dólar comercial caiu quase 1%, a cerca de R$ 4,98, e voltou a fechar abaixo de R$ 5 com os investidores operando sob a perspectiva de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o presidente Lula (PT) no domingo (25). A valorização do real vem se consolidando desde o primeiro turno: na sexta-feira anterior ao pleito, em 2 de outubro, o dólar fechava a R$ 5,21, o que dá uma queda de cerca de 4,5% em três semanas. Os juros futuros acompanharam o recuo da moeda, o que reduz o custo de captação e favorece empresas endividadas e sensíveis ao crédito.


A bolsa teve apoio das ações de petróleo e de mineração, e analistas atribuíram parte do avanço a uma nova pesquisa que ampliou a vantagem numérica do senador. O petróleo superou US$ 116 por barril, em meio a tensões no Oriente Médio, o que ajudou os papéis do setor, enquanto Nova York fechou em queda, com cautela sobre os juros nos Estados Unidos. O índice, portanto, descolou do exterior e andou na direção do cenário eleitoral, que segue como principal fator de curto prazo para os ativos brasileiros.


A sessão veio depois de uma quinta-feira de pressão. Na véspera, o Ibovespa havia caído 1,15%, a 204.120,12 pontos, com o dólar subindo a R$ 5,03, num dia em que uma pesquisa mostrou redução de um ponto na vantagem numérica de Flávio Bolsonaro e o mercado aguardava novos levantamentos. A sexta-feira devolveu parte desse movimento, sem alterar o padrão de uma semana de ajuste depois dos recordes de início de mês.


O mercado chega à votação com um cenário bastante precificado. Grandes bancos internacionais projetam o dólar entre R$ 4,50 e R$ 4,80 caso o resultado seja visto como favorável a uma política fiscal mais austera, e estimam valorização de 12% a 20% para as ações brasileiras. Isso significa que boa parte do otimismo já está nos preços, e uma surpresa pode provocar ajustes rápidos. Analistas lembram que, na véspera de um segundo turno, é comum a volatilidade aumentar, e o desfecho de domingo determinará a direção dos ativos na segunda-feira (26), quando a B3 reabre.


Depois da votação, o foco passa para a definição da equipe econômica e da política fiscal do próximo governo, a decisão de juros do Federal Reserve, em 28 de outubro, e a reunião do Copom, no início de novembro, com a Selic em 13,75% ao ano. O governo central acumula déficit primário de R$ 94,9 bilhões em 2026, a dívida bruta chegou a 82,9% do PIB, e é essa trajetória que o mercado espera ver corrigida a partir de 2027.


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