Ibovespa sobe 1,39%, a 168.498 pontos, e reage a payroll forte nos EUA e ao alívio da tecnologia após o tombo do Nasdaq
O índice chegou a 168,8 mil pontos na máxima do dia, com volume de R$ 32 bilhões, mas juros altos e dúvidas fiscais seguem limitando o fôlego da bolsa

O Ibovespa fechou a sexta-feira (6) em alta de 1,39%, aos 168.498,45 pontos. O volume financeiro foi de aproximadamente R$ 32 bilhões, o menor da semana, abaixo dos cerca de R$ 34,2 bilhões de quinta-feira (5) e dos R$ 44,4 bilhões de quarta (4). A valorização recuperou 2.307 pontos e devolveu mais do que o dobro da perda de 0,82% registrada na véspera, quando o índice acompanhou a forte aversão a risco que levou o Nasdaq a cair 5,5%.
O pregão começou calmo, com o índice praticamente estável perto de 166,2 mil pontos, à espera do relatório de emprego dos Estados Unidos. A alta ganhou força ao longo da manhã e a máxima do dia, de 168.801 pontos (+1,57%), aproximou o índice dos 169 mil pontos.
O principal dado do dia veio de fora. O payroll americano de outubro mostrou a criação de 165 mil vagas fora do setor agrícola, muito acima das 65 mil esperadas por economistas, e a taxa de desemprego caiu de 4,2% para 4,1%. O número reforçou a leitura de uma economia americana resiliente e levou o índice do dólar a caminho do maior ganho diário em sete semanas. Ao mesmo tempo, os futuros do Nasdaq subiam mais de 1% pela manhã, sinal de que o setor de tecnologia ensaiava recuperação depois do tombo de quinta.
No mercado local, o quadro de fundo continua sendo o dos juros altos. O Copom manteve a Selic em 13,75% na quarta-feira, interrompendo cinco cortes seguidos. Também seguem no radar o fim da escala 6×1, a reforma tributária e a medida provisória que define as alíquotas do Imposto Seletivo para 2027.
No câmbio, o real voltou a se desvalorizar: o dólar comercial subiu 0,67% na quinta-feira, a R$ 5,4885, e oscilava perto de R$ 5,50 na sexta, pressionado pela força da moeda americana no exterior após o payroll.
O ganho de hoje mostra que o mercado brasileiro respondeu ao alívio externo, mas a sustentação da recuperação depende também de fatores domésticos. Fora do país, o humor dos investidores segue volátil, como mostrou o tombo do Nasdaq na véspera. No Brasil, o índice convive com juros em patamar elevado e com um rumo fiscal ainda indefinido.





Comentários