Ibovespa supera 198 mil pontos pela 1ª vez e renova recorde histórico mesmo com bloqueio naval dos EUA ao Irã
- Núcleo de Notícias

- 13 de abr.
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Vale e Petrobras lideram alta com commodities em avanço; Trump afirma que Irã "ligou esta manhã" querendo acordo e alivia tensão; fluxo estrangeiro de R$ 65 bilhões no ano sustenta bolsa brasileira

O Ibovespa escreveu mais uma página histórica nesta segunda-feira, superando os 198 mil pontos pela primeira vez. O índice avançou 0,34%, encerrando a 198.000,71 pontos, após tocar a máxima intradia de 198.173,39 pontos. Na mínima, recuou a 196.222,86 pontos. O volume financeiro somou R$ 29,7 bilhões antes dos ajustes finais.
O resultado positivo num dia marcado pelo início do bloqueio naval americano aos portos iranianos e pelo fracasso das negociações em Islamabad no fim de semana pode parecer paradoxal, mas tem explicação clara. O movimento foi sustentado pelo avanço das blue chips Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), impulsionadas pela alta de commodities no exterior. O Brent atingiu US$ 103,87 na máxima do dia antes de recuar e encerrar a US$ 99,36, com alta de 4,37%. O minério de ferro também avançou, alimentando os papéis da mineradora. Ao mesmo tempo, o S&P 500 subiu 1,02% em Wall Street, com o ambiente externo oferecendo mais suporte do que resistência à bolsa brasileira.
A declaração do presidente Donald Trump de que o Irã havia "ligado esta manhã" querendo fechar um acordo aliviou parte da tensão geopolítica que poderia ter pesado mais sobre o pregão. A sinalização de que o canal diplomático não está completamente fechado, mesmo com o bloqueio naval em vigor, foi suficiente para manter o apetite por risco dos investidores e evitar uma reversão dos ganhos recentes.
O elemento estrutural por trás da resiliência do Ibovespa, no entanto, é o fluxo de capital estrangeiro que continua entrando na bolsa brasileira. De acordo com dados da B3, abril registra entrada líquida de R$ 11,55 bilhões até o dia 9, ampliando o saldo positivo no ano para quase R$ 65 bilhões, excluindo ofertas de ações. A avaliação que prevalece entre os gestores internacionais é de que, num cenário global volátil, a América Latina representa um porto seguro relativo e, dentro da região, o Brasil é o ativo mais bem posicionado, combinando commodities valorizadas, taxas de juros atrativas e valuations ainda considerados razoáveis em relação aos pares emergentes.
O Ibovespa que fecha a 198 mil pontos nesta segunda-feira é um índice que, desde o início da guerra no Oriente Médio em 28 de fevereiro, atravessou quedas expressivas, recuperações aceleradas e renovações sucessivas de recordes históricos, tudo ao ritmo das declarações do presidente Donald Trump e das sinalizações iranianas. O próximo capítulo depende do que o Irã responderá ao bloqueio naval e de se as conversas sinalizadas pelo presidente americano nesta manhã evoluirão para algo concreto nas próximas horas.




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