Inteligência dos Estados Unidos foi fundamental para a morte de líder de Cartel mexicano
- Núcleo de Notícias

- há 9 horas
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Informações da CIA foram decisivas para localizar “El Mencho”, segundo autoridades

Agências de inteligência dos Estados Unidos forneceram informações consideradas essenciais para a operação que resultou na morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, um dos narcotraficantes mais poderosos do país. O alvo foi atingido no domingo em Tapalpa, no estado de Jalisco, e morreu em decorrência dos ferimentos, segundo o Ministério da Defesa do México.
“El Mencho” liderava o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), organização apontada como uma das principais responsáveis pelo envio de fentanil, cocaína e metanfetamina ao mercado norte-americano. Após a confirmação de sua morte, o grupo reagiu com ataques e confrontos armados em diferentes regiões do país.
Autoridades mexicanas afirmaram que os Estados Unidos forneceram informações “complementares” para a ação. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reconheceu em publicação na rede social X que um “alvo prioritário” para ambos os governos havia sido eliminado. Já o secretário de Defesa do México, Ricardo Trevilla Trejo, declarou que a inteligência militar localizou Oseguera Cervantes após monitorar um associado ligado à sua companheira.
Dados fornecidos pela Central Intelligence Agency (CIA), por meio da força-tarefa liderada pelo Pentágono denominada Joint Interagency Task Force Counter Cartel (JITF-CC), foram determinantes para o sucesso da missão. Criada recentemente, a iniciativa aplica experiências americanas de contraterrorismo e contrainsurgência no combate aos cartéis.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, ampliou um programa de enfrentamento ao narcotráfico com foco no recrutamento de informantes em território mexicano. Um ex-integrante do governo dos EUA afirmou que as autoridades mexicanas receberam um “pacote detalhado de alvo” referente a El Mencho.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado a presidente do México, Claudia Sheinbaum, a intensificar o combate ao tráfico de drogas, chegando a mencionar a possibilidade de ações diretas caso os resultados não avancem.
Após a morte de seu líder, integrantes do CJNG entraram em confronto com forças de segurança nos estados de Jalisco, Michoacán, Tamaulipas, Zacatecas, Colima e Oaxaca. Houve impactos também em operações aeroportuárias em Puerto Vallarta e Guadalajara. Fundado em 2009, o cartel é apontado como um dos mais ricos e violentos do México, mantendo estruturas próprias altamente equipadas, incluindo unidades com treinamento tático avançado.




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