Irã dispara mísseis contra base americana no Kuwait; CENTCOM intercepta os projéteis e petróleo dispara mais de 6%
- Núcleo de Notícias

- 1 de jun.
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Kuwait condena ataques "hediondos e repetidos" e reserva direito de tomar "todas as medidas necessárias"; escalada simultânea no Líbano com Israel ordenando avanço das tropas eleva tensão a novo patamar

Forças americanas interceptaram dois mísseis balísticos iranianos disparados contra uma base militar americana no Kuwait na noite de domingo, informou o Comando Central dos Estados Unidos. O CENTCOM confirmou que nenhum americano foi ferido e que o Kuwait também não reportou baixas. "Na noite passada, forças americanas interceptaram com sucesso dois mísseis balísticos iranianos visando forças americanas baseadas no Kuwait. Esses mísseis foram imediatamente neutralizados e nenhum militar americano foi ferido", publicou o CENTCOM na rede X, acrescentando que "permanece vigilante e continuará a proteger nossas forças da agressão iraniana enquanto apoia o cessar-fogo em andamento."
Os ataques com mísseis e drones ao Kuwait provocaram sirenes de alerta aéreo em todo o país no fim de semana e levaram o Ministério das Relações Exteriores kuaitiano a condenar o Irã com linguagem excepcionalmente dura. "O Ministério das Relações Exteriores reitera a condenação e denúncia do Kuwait, nos termos mais enérgicos, dos ataques hediondos e repetidos do Irã, que representam uma escalada perigosa e um assalto direto à segurança e estabilidade do Estado do Kuwait, além de uma flagrante violação das regras do direito internacional, da Carta das Nações Unidas e da Resolução 2817 do Conselho de Segurança de 2026", disse o governo kuaitiano, que reservou "seu pleno direito de tomar todas as medidas necessárias para preservar sua segurança e defender seus territórios", responsabilizando o Irã integralmente pelas agressões.
Os ataques ao Kuwait elevam o conflito a um novo patamar: ao disparar mísseis balísticos contra um país do Golfo onde há presença militar americana, o Irã promove uma escalada que vai muito além dos ataques de drones contra os Emirados ou das lanchas que tentavam posicionar minas no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária Islâmica está expandindo o teatro de operações num momento em que o presidente iraniano Pezeshkian pediu demissão alegando estar excluído das decisões e que facções linha-dura da IRGC assumiram o controle dos assuntos centrais do país.
O petróleo respondeu imediatamente à escalada. No momento da publicação desta matéria no Rumo News, o Brent disparava mais de US$ 6, avanço de 6,6%, superando US$ 97 por barril, revertendo parte da queda acumulada em maio com as esperanças de acordo diplomático. A alta simultânea foi alimentada também pelo avanço israelense no Líbano, com Israel ordenando que suas tropas avançassem ainda mais fundo no país em operações contra o Hezbollah, numa frente que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia deixado claro que não seria afetada por qualquer cessar-fogo americano-iraniano. O Estreito de Ormuz, o Kuwait, os Emirados e o Líbano todos em estado de alerta elevado ao mesmo tempo é o cenário de escalada regional que os mercados mais temiam e que o Brent acima de US$ 97 precifica com precisão.




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