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Irã ameaça atacar bases dos EUA e Israel em meio à escalada de tensões no Oriente Médio

Declarações do presidente do Parlamento iraniano reforçam postura agressiva de Teerã, enquanto Washington avalia cenários militares e manifestações contra o regime se intensificam


O regime iraniano voltou a elevar o tom contra os Estados Unidos e Israel ao advertirem que Teerã retaliará de forma ampla caso Washington promova qualquer ofensiva militar. A ameaça foi feita no domingo pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammad-Bagher Ghalibaf, uma das figuras mais influentes da estrutura de poder do país, atrás apenas do líder supremo e do presidente. A declaração ocorre em meio a informações de que o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, analisa cenários preliminares de resposta militar diante da deterioração da situação interna iraniana.


Segundo o presidente do Parlamento, o Irã não se limitaria a atacar bases militares americanas espalhadas pelo Oriente Médio, mas também poderia atingir rotas marítimas estratégicas e o Estado de Israel. A retórica confirma o padrão histórico de Teerã, reconhecido como financiador e articulador de grupos terroristas na região, que utiliza ameaças assimétricas para pressionar adversários e ampliar sua influência geopolítica. Os Estados Unidos mantêm importantes instalações aéreas e navais em países como Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar, o que torna esses pontos especialmente sensíveis em qualquer cenário de escalada.


O dirigente iraniano também mencionou a possibilidade de um ataque preventivo por parte de Teerã, ecoando falas recentes de outros membros do regime. Ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, organização central na exportação da agenda ideológica do regime e no apoio a milícias armadas, Ghalibaf possui vínculos diretos com a força paramilitar, o que confere peso adicional às ameaças feitas publicamente.


Os Estados Unidos revisaram opções militares em resposta às reiteradas advertências do presidente Donald Trump, que já deixou claro não tolerar repressões violentas contra manifestações populares no Irã. De acordo com autoridades americanas citadas pela publicação, as discussões permanecem em estágio preliminar, dentro do planejamento de contingência habitual, sem decisão tomada ou ação imediata em curso. Entre as hipóteses avaliadas estaria uma campanha aérea ampla contra múltiplos alvos militares iranianos, embora integrantes do governo ressaltem que não há consenso interno nem movimentação de tropas ou ativos militares.


O histórico recente reforça o clima de instabilidade. O Irã já demonstrou disposição para atacar instalações americanas, como no episódio envolvendo a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, após ações dos Estados Unidos contra estruturas nucleares iranianas. Esses movimentos evidenciam a disposição do regime em recorrer à força para preservar sua sobrevivência política e projetar poder regional.


O presidente Donald Trump voltou a endurecer o discurso no fim de semana ao publicar nas redes sociais que o Irã estaria “olhando para a liberdade, talvez como nunca antes”, acrescentando que os Estados Unidos “estão prontos para ajudar”. A mensagem foi interpretada como sinal de apoio às manifestações que se espalham pelo país e que já assumem caráter de desafio direto à República Islâmica. Os protestos têm se tornado mais violentos e letais. Ao menos 116 pessoas foram mortas e mais de 2.000 foram presas até o momento, número que pode ser ainda maior devido às severas restrições de comunicação impostas pelo regime.


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