Irã ataca base aérea americana na Arábia Saudita e fere 12 militares dos EUA, dois em estado grave
- Núcleo de Notícias

- há 2 dias
- 2 min de leitura
Mísseis e drones iranianos atingem a Prince Sultan Air Base e destroem aeronave de reabastecimento KC-135

O Irã atacou neste sábado (28) a Prince Sultan Air Base, base militar americana localizada na Arábia Saudita, ferindo 12 militares dos Estados Unidos, dois deles em estado grave. O ataque combinou mísseis e drones e causou danos a aeronaves de reabastecimento americanas estacionadas na base, com pelo menos um KC-135 sendo atingido e pegando fogo durante a investida, segundo funcionário sênior do governo americano. O episódio representa uma escalada significativa do conflito, com o regime iraniano mirando diretamente tropas americanas em solo de um país aliado dos Estados Unidos.
O ataque à Prince Sultan Air Base eleva o total de militares americanos feridos desde o início da Operação Epic Fury para mais de 300, segundo relatos anteriores citados por autoridades. O KC-135 é uma aeronave de reabastecimento aéreo essencial para as operações da Força Aérea dos Estados Unidos na região, responsável por estender o alcance dos caças e bombardeiros que têm executado as missões contra alvos iranianos nas últimas quatro semanas. A destruição de ao menos uma dessas aeronaves representa um golpe operacional além do simbólico.
O Departamento de Guerra dos Estados Unidos confirmou que continua movendo forças adicionais para a região, mantendo as opções militares em aberto à medida que a situação evolui. A declaração reforça que Washington não tem intenção de recuar diante da escalada iraniana, mesmo com tropas feridas em solo saudita. A Arábia Saudita, que já havia relatado a interceptação de 19 drones iranianos em ataque anterior, vê seu território transformado em palco secundário de um conflito que o regime de Teerã tenta expandir geograficamente para aumentar o custo político da campanha americana.
O ataque deste sábado ocorre num momento de dupla tensão: de um lado, negociações indiretas entre Washington e Teerã prosseguem mediadas pelo Paquistão, com o Irã sinalizando interesse em discutir um acordo enquanto mantém ataques simultâneos; de outro, os EUA preparam opções de "golpe final" que incluem a tomada de ilhas estratégicas no Golfo Pérsico e o controle das exportações de petróleo iraniano. O regime que financia grupos terroristas na região e mantém o Estreito de Ormuz efetivamente fechado demonstra, com o ataque deste sábado, que negocia com uma mão e ataca com a outra, numa estratégia que testa os limites da paciência americana antes que as opções mais drásticas sobre a mesa sejam acionadas.




Comentários