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Irã lança mísseis e drones contra o Kuwait em nova onda de retaliação após bombardeios americanos

Defesas aéreas kuwaitianas interceptam ataques; Brent sobe 1,5% e se aproxima de US$ 100



O Irã disparou mísseis e drones contra o Kuwait na madrugada desta quinta-feira, dando continuidade aos ataques de retaliação iniciados após os bombardeios americanos realizados nos dias anteriores. As defesas aéreas kuwaitianas interceptaram os projéteis depois que sirenes soaram em todo o país, segundo o Ministério da Defesa local, que classificou a ofensiva como "agressão iraniana flagrante".


O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait divulgou nota no X condenando o que chamou de "repetidas e hediondas agressões iranianas" como "ameaça direta" à segurança, estabilidade e soberania do país. "O Ministério reitera sua afirmação de que a continuidade dessas agressões descaradas reflete uma abordagem hostil, constitui uma escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade da região, e mina sistematicamente os esforços diplomáticos voltados à desescalada e à redução das tensões", afirmou o comunicado.




O ataque desta quinta-feira segue uma sequência de ofensivas iranianas contra o que Teerã classificou como ativos americanos no Bahrein, na Jordânia, no Kuwait e no Iraque. Bahrein e Jordânia já haviam informado, na quarta-feira, que seus sistemas de defesa aérea interceptaram diversos ataques iranianos.


Os combates entre Estados Unidos e Irã se intensificaram depois que forças americanas atacaram, no domingo, lançadores de foguetes iranianos numa ilha do Estreito de Ormuz. Segundo Washington, o Irã planejava utilizar esses lançadores para disparar minas dentro da hidrovia estratégica. Teerã também passou a ameaçar petroleiros que trafegam pelo Estreito sem sua autorização, restringindo ainda mais o tráfego por essa rota, que respondia por cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo antes do início do conflito.


Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira em razão da nova escalada entre os dois países: o Brent, referência internacional, subiu 1,5%, aproximando-se dos US$ 100 por barril, sendo negociado a US$ 97,10. O movimento ocorreu mesmo depois de o presidente Donald Trump sugerir que a campanha de bombardeios americanos contra o Irã pode não se estender "por muito mais tempo" — uma sinalização que, até o momento, não encontra correspondência na intensidade dos ataques observados nesta semana.



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