Israel destrói laboratório nuclear do Irã em Teerã e avança na desarticulação do programa atômico do regime
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Forças israelenses atacam a Universidade Malek Ashtar com guia de inteligência precisa no 22º dia da Operação Roaring Lion

A Força Aérea de Israel destruiu neste sábado um dos centros mais sensíveis do programa nuclear iraniano. O alvo foi uma instalação estratégica de pesquisa e desenvolvimento localizada dentro da Universidade Malek Ashtar, em Teerã, utilizada pelas indústrias militares do regime e pelo programa de mísseis balísticos para desenvolver componentes de armas nucleares. O ataque foi conduzido com base em inteligência precisa da Diretoria de Inteligência das Forças de Defesa de Israel e representa mais um passo direto contra a capacidade do Irã de avançar em direção ao arsenal nuclear que o regime perseguiu em décadas de segredo e engano.
A instalação é subordinada ao Ministério da Defesa iraniano e está sob sanções internacionais há décadas, em razão de seu envolvimento no avanço do programa nuclear e no desenvolvimento de mísseis balísticos. Não se trata de uma universidade comum: a Malek Ashtar funciona há anos como braço técnico do complexo militar-industrial do regime, abrigando equipes que trabalham em componentes proibidos pelos acordos internacionais de não proliferação. O complexo nunca foi visitado por inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica, e abriga múltiplas equipes que avançavam silenciosamente em pesquisa relacionada a armas nucleares.
O ataque à Malek Ashtar integra uma sequência mais ampla de golpes desferidos contra Teerã nas últimas horas. Ainda neste sábado, as forças israelenses anunciaram a conclusão de ataques em larga escala contra dezenas de alvos do regime iraniano durante a madrugada, incluindo instalações de produção de mísseis balísticos, um complexo central do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, um depósito de componentes de mísseis, um site de produção de combustível de mísseis do Ministério da Defesa e um site de produção de componentes de mísseis. Mais tarde no dia, a Força Aérea israelense conduziu cinco ataques contra alvos em um grande complexo de mísseis balísticos no oeste do Irã.
O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, o tenente-general Eyal Zamir, avaliou os resultados acumulados das três semanas de operação com tom assertivo. Em declaração publicada na rede X, o tenente-general Eyal Zamir afirmou que os danos infligidos ao regime iraniano "começam a se acumular em uma conquista operacional-estratégica, militar, econômica e governamental". "O regime maligno está mais fraco, o Irã está mais exposto e sem capacidade defensiva significativa", escreveu. A afirmação encontra respaldo nos números: desde o início da Operação Roaring Lion, a Força Aérea israelense interceptou dezenas de ameaças e segue realizando ataques para remover riscos à população civil.
O regime que por décadas usou a fachada de um programa nuclear "pacífico" para encobrir o desenvolvimento de armamentos vê agora suas instalações mais protegidas sendo sistematicamente neutralizadas. O Irã respondeu neste sábado com um ataque de míssil balístico contra a cidade de Dimona, ferindo 34 pessoas, incluindo um menino de 12 anos em estado grave após ser atingido por estilhaços. Teerã disse que o ataque foi uma retaliação pelos ataques à sua infraestrutura nuclear, o que confirma, involuntariamente, que os alvos escolhidos por Israel eram exatamente aquilo que o regime negava: instalações diretamente ligadas ao seu programa de armas.
O ataque à Malek Ashtar representa um passo adicional no esforço contínuo para degradar a capacidade do regime terrorista iraniano de progredir em direção à obtenção de armas nucleares, integrando uma série de ações realizadas durante a Operação Roaring Lion com o objetivo de causar um impacto amplo e prolongado sobre todas as bases de poder do regime.




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