Israel entra em estado de alerta máximo diante da possibilidade de retaliação iraniana a uma ofensiva dos EUA
- Núcleo de Notícias

- 26 de jan.
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Comandante do Norte das Forças de Defesa de Israel afirma que o país se prepara para um cenário de escalada regional envolvendo Teerã, Hezbollah e impactos diretos na aviação civil

As Forças de Defesa de Israel (IDF) elevaram significativamente o nível de prontidão no norte do país diante da possibilidade de que uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra o Irã provoque retaliações diretas contra o território israelense. A avaliação foi confirmada neste domingo pelo major-general Rafi Milo, comandante do Comando Norte da IDF.
Segundo o major-general Rafi Milo, o cenário regional se tornou mais volátil à medida que Washington amplia sua presença militar no Oriente Médio. O comandante destacou que Israel acompanha com atenção o reforço das forças norte-americanas tanto no Golfo Pérsico quanto em outras áreas estratégicas da região, reconhecendo que ainda não é possível prever a direção que os acontecimentos tomarão.
O oficial afirmou que o Exército israelense está preparado para responder a qualquer escalada, caso os Estados Unidos optem por atacar alvos iranianos. De acordo com ele, há uma compreensão clara de que parte da reação do regime iraniano pode atingir Israel, seja por meios diretos ou por intermédio de grupos aliados. Nesse contexto, a IDF também observa com atenção o comportamento do Hezbollah, no Líbano, avaliando a possibilidade de que a organização terrorista participe de um confronto mais amplo.
A postura de alerta reforçado ocorre em meio a novos sinais de endurecimento por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O chefe da Casa Branca voltou a advertir Teerã sobre a possibilidade de uma ofensiva militar, estabelecendo como linhas vermelhas a repressão violenta a manifestantes pacíficos e execuções em massa de presos ligados aos recentes protestos internos. Na última quinta-feira, o presidente Trump confirmou que navios de guerra norte-americanos foram deslocados em direção ao Irã como medida preventiva, ressaltando que uma grande frota foi posicionada na região, ainda que seu uso não seja inevitável.
Autoridades da Marinha dos Estados Unidos confirmaram que o porta-aviões USS Abraham Lincoln e outras embarcações de escolta estão no Oceano Índico. Do lado iraniano, integrantes do alto escalão do regime afirmaram que qualquer ataque seria tratado como um conflito total, ampliando o risco de uma guerra regional.
O clima de incerteza já começa a afetar o setor aéreo. Com Israel em estado de alerta elevado, companhias aéreas internacionais passaram a revisar suas operações no Oriente Médio. Durante o confronto direto entre Israel e Irã em junho de 2025, o espaço aéreo israelense chegou a ser fechado, deixando dezenas de milhares de passageiros retidos.
Documentos obtidos pela imprensa israelense indicam que a Autoridade de Aviação Civil alertou companhias estrangeiras sobre a entrada da região em um período mais sensível do ponto de vista da segurança. O órgão destacou que a situação permanece dinâmica e que o fechamento do espaço aéreo não está descartado, dependendo da evolução dos acontecimentos.
Diante desse cenário, empresas israelenses como El Al, Arkia e Israir passaram a flexibilizar regras para cancelamento de passagens, após um aumento expressivo na procura de passageiros preocupados com possíveis interrupções de voos. No momento, o Aeroporto Ben Gurion segue operando normalmente, com exceção de alguns voos para os Estados Unidos cancelados por razões climáticas.
No plano internacional, companhias como a holandesa KLM anunciaram a suspensão de voos para Tel Aviv, Dubai, Dammam e Riad, além da decisão de evitar o espaço aéreo de países como Irã, Iraque e Israel. A Air France, por sua vez, retomou recentemente suas operações para Dubai, afirmando que monitora a situação regional em tempo real.
O quadro reforça a percepção de que a crescente tensão envolvendo o regime iraniano, reconhecido por financiar e apoiar grupos terroristas na região, continua a gerar instabilidade e riscos diretos à segurança de Israel e do Oriente Médio como um todo.
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Carlos Dias.
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