Justiça suspende ações contra a Casas Bahia (BHIA3) por 180 dias
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Decisão da 2ª Vara de Falências de São Paulo protege o grupo antes mesmo do deferimento formal do processamento da recuperação judicial

A Casas Bahia informou nesta segunda-feira (31) que a Justiça aprovou a antecipação dos efeitos do "stay period", suspendendo ações e execuções contra o grupo mesmo antes da decisão formal sobre o processamento da recuperação judicial. Segundo determinação da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, ficam suspensas todas as ações e execuções movidas contra a companhia e as demais empresas em recuperação, além de vedados novos atos de constrição patrimonial, pelo prazo de 180 dias contados a partir de 19 de agosto de 2026.
A companhia havia protocolado o pedido de recuperação judicial ainda neste mês, buscando reestruturar dívidas de aproximadamente R$ 17 bilhões. No despacho que concedeu a proteção antecipada, a juíza Tainá Maria de Oliveira registrou que "conforme demonstrado pelas recuperandas, a notícia do ajuizamento recuperacional deflagrou corrida de credores contra o patrimônio do grupo, com bloqueios judiciais que alcançaram cerca de R$ 9 milhões em poucos dias e risco iminente de desfalque patrimonial".


