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Kassio Nunes Marques diz que a eleição transcorreu “dentro da mais absoluta normalidade”

há 19 horas
2 min de leitura

Em nota divulgada depois da carta de Flávio Bolsonaro, presidente do TSE chama o pleito de “o mais inclusivo da história”, dias depois de uma votação prorrogada por um ministro do STF que não integra a Justiça Eleitoral



O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na quarta-feira (28) que a Justiça Eleitoral entregou o pleito deste ano com segurança e que as eleições “transcorreram dentro da mais absoluta normalidade”. A manifestação foi feita depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar, dos Estados Unidos, uma carta em que denuncia fraude e se declara “o líder do Brasil”, em texto no qual diz ter deixado o país por ser alvo de perseguição do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal.


“Ressalto o compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”, diz a nota. Para o ministro, o domingo (25) foi palco das “eleições mais inclusivas da história da República brasileira”, e, “mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança”. Ele acrescenta que “todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos” e agradece o empenho de servidores, mesários e forças de segurança.


A nota tem uma peculiaridade: a “absoluta normalidade” convive, na mesma frase do mesmo parágrafo, com a “instabilidade na reta final de votação”. O que foi essa instabilidade, o texto não detalha, mas o noticiário permite reconstituí-la. A coligação de Lula pediu a extensão do horário por problemas de transporte, e o pedido ficou horas sem resposta no próprio TSE, cujo presidente dizia que a questão seria analisada “no seu tempo”. Quem decidiu foi o ministro Cristiano Zanin, do STF, que foi advogado de Lula, não integra a Justiça Eleitoral e determinou a prorrogação por duas horas em todo o país, em ordem proferida pouco depois das 17h, quando muitas seções já tinham fechado as urnas. Por volta das 18h, o próprio ministro precisou esclarecer que a medida valia apenas para as seções ainda abertas, e a apuração, segundo relatos, chegou a ser pausada.


A questão levantada pela oposição diz respeito à regra do jogo, que mudou numa tarde de domingo por decisão monocrática de fora da Corte eleitoral, e foi esse ponto que levou até o presidente Donald Trump a dizer que a eleição “foi muito estranha”. Afirmar que um processo assim transcorreu na “mais absoluta normalidade” exige uma definição generosa do termo.


Flávio Bolsonaro, que pediu a cassação da chapa vencedora por abuso de poder político e econômico, promete mobilizar a oposição de fora do país, e em que o PL, partido dele, reconheceu o resultado, embora peça esclarecimentos.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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