Keiko Fujimori conquista vantagem insuperável no Peru e encaminha direita para mais uma vitória na América Latina
- Núcleo de Notícias

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Conservadora tem 50,11% dos votos com apenas 40 mil cédulas a contar; rival de esquerda alega fraude sem provas e se recusa a reconhecer resultado

A conservadora Keiko Fujimori conquistou nesta terça-feira uma vantagem considerada insuperável no segundo turno das eleições presidenciais do Peru, com 50,11% dos votos e margem de 43.386 votos sobre o rival de esquerda Roberto Sánchez, com apenas 40.213 cédulas restantes a serem contadas. A autoridade eleitoral peruana ONPE planeja declarar oficialmente o vencedor em meados de julho.
A vitória esperada de Fujimori, que concorre à Presidência pela quarta vez e é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, aprofunda a guinada à direita que está redesenhando o mapa político da América Latina. Em menos de uma semana, a Colômbia elegeu Abelardo De la Espriella no domingo e o Peru caminha para confirmar Keiko Fujimori, numa sequência que confirma o diagnóstico de que eleitores preocupados com criminalidade, insegurança e desilusão com governos de esquerda estão se voltando em massa para candidatos de linha-dura. O movimento reforça o bloco que já inclui Javier Milei na Argentina, Nayib Bukele em El Salvador e Daniel Noboa no Equador.
O padrão da esquerda latino-americana diante de derrotas eleitorais voltou a se repetir. Roberto Sánchez alegou na manhã desta terça-feira que "havia fraude em andamento", sem apresentar nenhuma prova, e afirmou que se recusaria a reconhecer os resultados, replicando exatamente a conduta do presidente colombiano Gustavo Petro após o primeiro turno e de outros líderes de esquerda na região que contestam processos eleitorais desfavoráveis sem evidências. Sánchez havia solicitado a anulação de milhares de votos emitidos no exterior, que em sua maioria favoreciam Fujimori, mas o júri eleitoral nacional do Peru rejeitou o pedido na noite de terça-feira.
Fujimori herda um país politicamente exausto que teve oito presidentes em oito anos, com graves desigualdades econômicas entre Lima e as regiões rurais e índices crescentes de extorsão e assassinatos. A candidata, que anteriormente se distanciava do legado do pai, apoiou-se nele nesta campanha ao apresentar-se como líder capaz de garantir ordem e estabilidade, exatamente o apelo que tem funcionado eleitoralmente em toda a América Latina.




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