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Lula repete que "traidor da pátria era enforcado" e mira Flávio Bolsonaro na convenção do PDT

É a segunda vez que o presidente usa o termo; pré-candidato havia protocolado notícia-crime no STF após a primeira declaração em junho



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar na segunda-feira (20), durante discurso na convenção nacional do PDT em Brasília, que "traidor da pátria era enforcado", direcionando a declaração ao senador Flávio Bolsonaro e a outros que, segundo o petista, vão aos Estados Unidos "pedir punição ao Brasil."


"Nós não temos o direito de perder essas eleições. Neste país, antigamente, traidor era enforcado, porque trair a pátria é algo muito grave. E temos hoje mais de um traidor que vai aos EUA pedir punição ao Brasil", disse Lula. O presidente também desafiou o secretário de Estado Marco Rubio a intervir abertamente na campanha brasileira: "Se o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, quiser acompanhar e apoiar o nosso adversário, que venha, que monte um comitê, porque vamos derrotá-los."


É a segunda vez que Lula usa a comparação com o enforcamento. Em junho, ao comentar sobre a família Bolsonaro, disse: "São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado." Após aquela declaração, Flávio Bolsonaro protocolou notícia-crime no STF contra o presidente pela fala.


A repetição da analogia com o enforcamento por um presidente da República, em evento partidário com transmissão ampla, merece ser tratada pelo que é: uma ameaça velada ao principal adversário eleitoral, revestida de referência histórica mas com destinatário político explícito.



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