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Mais um: BC decreta liquidação do Banco Pleno, controlado por ex-sócio do Banco Master

Autarquia aponta deterioração financeira e descumprimento de normas; bens de administradores ficam indisponíveis



O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição controlada por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master. Augusto Ferreira Lima tem relações próximas com políticos do Partido dos Trabalhadores, incluindo Rui Costa e o senador Jaques Wagner (PT-BA). A decisão também alcança a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, integrante do mesmo conglomerado financeiro.


De acordo com comunicado da autoridade monetária, o grupo representava 0,04% do total de ativos e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional. A medida foi fundamentada no comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração do quadro de liquidez, além de infrações às normas que regulam sua atividade e descumprimento de determinações do próprio Banco Central.


Com a decretação da liquidação extrajudicial, tornam-se indisponíveis os bens dos controladores e administradores da instituição, conforme previsto na legislação aplicável ao regime especial. A intervenção busca preservar o interesse dos credores e a estabilidade do sistema financeiro, ainda que o impacto sistêmico seja considerado reduzido diante da baixa representatividade do banco no conjunto do setor.


Augusto Ferreira Lima adquiriu, em 2025, o então Banco Voiter, que passou a se chamar Banco Pleno após autorização do Banco Central, à época sob a presidência de Gabriel Galípolo. Segundo informações públicas, foram realizados aportes da ordem de R$ 160 milhões, com concentração das operações de crédito consignado na nova estrutura, incluindo o produto CredCesta.


O CredCesta marcou a entrada do Banco Master no mercado de crédito consignado. Criado em 2018 por Augusto Ferreira Lima, o produto surgiu após vitória em licitação da Empresa Baiana de Alimentos. Em 2020, Augusto Ferreira Lima ingressou na sociedade do então Banco Máxima, posteriormente rebatizado como Banco Master, levando o CredCesta como um dos principais ativos da operação. À época, mais da metade do lucro da instituição estava vinculada a esse segmento.


Augusto Ferreira Lima deixou a sociedade do Banco Master em maio de 2024. Posteriormente, estruturou a aquisição do Banco Voiter, transformado em Banco Pleno. Agora, com a liquidação decretada, caberá ao Banco Central conduzir o processo de apuração de responsabilidades e de satisfação de credores, conforme os procedimentos previstos na legislação.



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