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Mais uma vítima do governo Lula: Casas Bahia protocola pedido de recuperação judicial

Companhia toma medida após reportar prejuízo de mais de R$ 10 bilhões no segundo trimestre



O Grupo Casas Bahia informou que protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, mais um passo da companhia diante da deterioração de sua situação financeira e da necessidade de reestruturar seu endividamento. Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e teve o aval do acionista controlador. Além da holding, o pedido abrange diversas subsidiárias do grupo, entre elas Cnova, Bartira, Casas Bahia Tecnologia e empresas de logística.


A varejista atribuiu a medida ao agravamento de seu quadro econômico-financeiro num cenário de juros elevados, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre consumo e capital de giro, além da não concretização de alternativas de liquidez que vinha buscando nos últimos meses. "Ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da Companhia", disse a empresa em comunicado.


Diante da urgência da medida, o Conselho de Administração também convocou Assembleia Geral Extraordinária para que os acionistas ratifiquem a decisão de entrar com o pedido. Data e detalhes da proposta ainda serão divulgados pela empresa.


O pedido chega logo após a Casas Bahia comunicar prejuízo superior a R$ 10 bilhões no segundo trimestre, resultado fortemente impactado por efeitos contábeis não recorrentes e pelo próprio plano de redimensionamento da operação, que já havia incluído o fechamento de 298 lojas e o corte de cerca de 1,9 mil postos de trabalho. Na ocasião, a companhia já sinalizava não descartar um novo pedido de recuperação, judicial ou extrajudicial, o que se confirma agora. O desfecho marca mais um capítulo na trajetória de dificuldades da varejista, que desde a recuperação extrajudicial de 2024 não conseguiu reverter os prejuízos recorrentes numa conjuntura de juros altos e consumo enfraquecido — consequência direta da política fiscal do governo Lula — que segue pressionando a economia brasileira como um todo.



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