Marco Rubio descarta proposta e diz que EUA não tolerarão Irã controlando acesso ao Estreito de Ormuz
- Núcleo de Notícias

- 27 de abr.
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Secretário de Estado rejeita abertura condicionada à coordenação com Teerã; proposta de adiar questão nuclear é o ponto central de discordância

O secretário de Estado Marco Rubio declarou nesta segunda-feira que os Estados Unidos não aceitarão qualquer arranjo em que o Irã mantenha controle sobre a passagem pelo Estreito de Ormuz, rejeitando a proposta iraniana enviada via mediadores paquistaneses que previa a reabertura da rota em troca do fim do bloqueio naval americano, com as negociações nucleares adiadas para uma fase posterior.
"Se o que eles querem dizer com abrir os estreitos é 'sim, os estreitos estão abertos, desde que você coordene com o Irã, obtenha nossa permissão, ou nós explodiremos você e você nos paga' — isso não é abrir os estreitos", disseo secretário Marco Rubio à imprensa norte-americana. "Eles não podem normalizar — nem podemos tolerar que tentem normalizar — um sistema no qual os iranianos decidem quem pode usar uma hidrovia internacional e quanto você tem que pagar a eles para usá-la."
A declaração do secretário de Estado desfaz a ambiguidade que havia surgido com os relatos da proposta iraniana e deixa clara a posição americana: reabertura do Estreito com condições impostas pelo regime é equivalente a manter o Estreito fechado, apenas com preço diferente. Os EUA exigem livre navegação sem permissão iraniana, sem pedágios e sem coordenação prévia com a Guarda Revolucionária, os mesmos termos que valem para qualquer estreito internacional sob o direito do mar.
O outro ponto crítico da rejeição é o adiamento das negociações nucleares. A proposta iraniana de separar a reabertura do Estreito da questão nuclear, tratando-as como etapas distintas, colide com a postura que o presidente Donald Trump, o secretário de Estado Marco Rubio Rubio e o secretário de Guerra Pete Hegseth repetiram ao longo de semanas: a desnuclearização do Irã é a condição central, não um item a ser resolvido depois que a pressão econômica do bloqueio for aliviada. Aceitar a sequência proposta por Teerã significaria trocar o instrumento de pressão mais eficaz, o bloqueio, pela promessa de negociar posteriormente o ponto que os EUA consideram inegociável.
Com os negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner de volta a Washington após o cancelamento da viagem ao Paquistão, o chanceler do Irã Abbas Araghchi já fora de Islamabad e o secretário de Estado Marco Rubio descartando publicamente a proposta iraniana, as negociações de paz estão no ponto mais baixo desde o cessar-fogo de 8 de abril. O bloqueio naval segue em vigor, o Estreito permanece praticamente fechado e o cessar-fogo de extensão indefinida flutua sem sustentação diplomática concreta.




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